RETIRADO DA ENTREVISTA DADA PELO BASTONÁRIO AO JORNAL "O DIABO"
terça-feira, agosto 09, 2005
Desmontando Falácias
RETIRADO DA ENTREVISTA DADA PELO BASTONÁRIO AO JORNAL "O DIABO"
domingo, agosto 07, 2005
terça-feira, agosto 02, 2005
O Blog do Dia!
Afirmo perante vós, que não, não conheço o Tom Mightell, que é o mentor do Juri(para o caso de suspeitas de tráfico de influências).
No entanto, agradeço sinceramente a honrosa menção a este recanto cibernético.
Esta foi o móbil do presente post.
Desculpem qualquer tique de jactância, mas graduou-se ao nível da negligência inconsciente.
Justiças Dirigistas
"A ideia mais recente do governo socialista, de generalizar a substituição de juízes por advogados na condução de processos em Tribunal, que até agora são independentes, fez ontem o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, alertar para os riscos de haver, em Portugal, “uma sovietização da Justiça”. Retirado do JM
sábado, julho 30, 2005
À La Carte
Aceda aqui ao mundo aonde triunfa a rapidez, a agilidade e os padrões standards sobre a individualidade, a segurança jurídica e a estabilidade mercantil.
Luto pela Imprensa
É uma sinal do estado do País, que definha lentamente, sem ninguém ver saída para esta tristeza de destino.
Bem hajam aos homens e mulheres que incessantemente lutaram pela vida destes dois títulos.
Portugal continua a empobrecer.
quarta-feira, julho 27, 2005
O Estilo Autoritário
"O SMMP acusou o Governo de aprovar a proposta sem uma prévia negociação colectiva, tal como manda a Lei n.º 23/98. O deputado Paulo Rangel apontou outras falhas técnicas, algumas de "palmatória", tal como o facto de o projecto de diploma incluir o Tribunal Constitucional, quando esta instância não faz parte dos tribunais. Segundo o deputado, o legislador desconhecia, inclusive, a existência da Relação de Guimarães." (..)
NOTÍCIA COMPLETA
A obstinada decisão de alteração das férias pelo MJ unilateralmente ilustra os tiques de poder oriundos da necessidade extrema de publicitar uma imagem de independência, como fonte primordial da sua legitimidade democrática. Como se concertadamente denunciasse fraqueza de propósitos.
terça-feira, julho 26, 2005
Bom Material Descoberto
Retirado do Patologia Social
O Caos ao Virar das Férias
António Cluny - Presidente do SMMP no BOA
Antecipando mais uma alteração legislativa sem reflexão acerca dos seus pressupostos, razões e fins, o Autor retrata a irresponsabilidade dos Governantes actuais. Infelizmente para o ano se confirmará o acerto previsional.
Dos Minifúndios da Justiça
NOTÍCIA COMPLETA
Reconhece-se que seja uma proposta lógica e que a ser implementada deve ser felicitada por combater um dos problemas clássicos da democracia portuguesa, a existência preponderante do interesse parcelar, castrador dum desenvolvimento integrado.
sexta-feira, julho 22, 2005
Advocacia Afunilada
Retirado do DN
O rigorismo aferidor de competências deveria ser instrumento a utilizar aquando da entrada para a OA, não deve ser dois anos volvidos que a espada de Dâmocles deve tombar sobre os estagiários sob pena de alastro do defraudamento.
Atente-se o exemplo do CEJ.
quinta-feira, julho 21, 2005
Novo Ano Lectivo
Universidade de Coimbra - Faculdade de Direito: 330 vagas;
Universidade de Lisboa /Faculdade de Direito: 550 vagas;
Universidade do Minho / Faculdade de Direito: 110 vagas;
Universidade Nova de Lisboa / Faculdade de Direito: 100 vagas;
Universidade do Porto / Faculdade de Direito: 150 vagas.
Se continuarem 90% dos licenciados a bater à porta da OA..
Celeridades Personalizadas
Notícia completa
As alterações apressadas introduzidas pelo MJ confirmam a necessidade duma análise prática acerca das consequências das mesmas, para tal os Advogados devem assumir papel profilático fundamental nesse objectivo.
quarta-feira, julho 20, 2005
Cobardias e Coragens
Do texto escrito pelo Advogado António Marinho PInto
Pode-se não apreciar as suas ideias, mas deve-se reconhecer a propriedade de muitas das mesmas.
É caso para afirmar a alguns poucos, para deixarem a homogeneidade fora da Advocacia.
A Justiça Pueril
Com a devida vénia propomos a leitura deste post do excelente Mar Salgado.
Desconhecimentos Cunhantes
"..O MJ diz desconhecer o montante que, após arquivamento, irá frustrar as expectativas dos credores. É ainda do seu desconhecimento o total de processos pendentes nos tribunais.."
NOTÍCIA COMPLETA
As medidas governamentais na Justiça confirmam uma assustadora tendência simplista, de prossecução de meros objectivos quantitativos, menosprezando as garantias fundamentais dos cidadãos que passaram para uma lógica de empecilho de que se deve arrepiar.
De Regresso
Como se perspectiva, matéria não faltará para considerandos vários, logo uma visão atenta sobre a Justiça continuará a ser o mote.
sexta-feira, julho 08, 2005
Curtas mas Verdadeiramente Merecidas

A todos os leitores se informa que o Suo Tempore não terá qualquer actualização nos próximos dias em virtude dumas curtas mas merecidas férias.
quarta-feira, julho 06, 2005
Visões Subdesenvolvidas
Confrontado com a alta percentagem de advogados em prática isolada, quase 90 por cento, Alberto Costa assume que “a actividade da advocacia em prática individual tem uma importância complementar, mas se queremos afirmar-nos em vários segmentos da actividade e sobretudo no plano internacional, temos de valorizar neste contexto, a actividade das sociedades de advogados”.(..)
Retirado do DE
Da visão dum ministro da Justiça,
Assustadoramente 90% dos Advogados estão estagnados no tempo, não desenvolveram-se e com isso perderam capacidades de intervenção no mercado forense.
Resta-lhes complementar, completar os nichos deixados pelos grandes escritórios de advocacia.
Observação crítica,
Não confudamos "pequenos consultórios generalistas com hospitais", porque moldam-se em princípios diferentes. A concepção adjacente ao termo Desenvolvimento não se baseia em estruturas dimensionais, mas em vertentes qualitativas.
Existirá Interlocutor Insusceptível no MJ?
"As comarcas de Matosinhos e Loures e os círculos judicias de Viana do Castelo e de Barcelos consideram que a greve é a solução mais adequada. Outros tribunais sugerem, por exemplo, que os magistrados se recusem a usar telemóveis ou carros particulares para a realização de diligências, dando, assim, conta da falta de condições em que trabalham.
Hoje, magistrados, funcionários judiciais e Ordem dos Advogados vão ser recebidos pelo ministro da Justiça. O objectivo é voltar a encontrar "um interlocutor" no Governo. Para já, "temos sido apenas armas de arremesso de medidas", dizem.
NOTÍCIA COMPLETA
Porto Actuante
Esta Conferência será proferida pela Senhora Doutora Elizabeth Fernandez, Advogada e Docente na Faculdade de Direito da Universidade do Minho e terá lugar no Auditório da Fundação Engenheiro António de Almeida - R. Tenente Valadim - Porto.
Preliminares do "Encontro de Vontades"
NOTÍCIA COMPLETA
Conferência no Porto, Dia 13 de Julho
Em que medida as chamadas tecnologias inteligentes, capazes de simular o raciocínio e a aprendizagem dos humanos, poderão ser utilizadas no domínio do Direito? Que espécie de soluções poderá a inteligência artificial oferecer aos juristas, numa época em que a própria regulação jurídica da vida social, mercê do aumento da complexidade das relações e dos seus riscos, é já tão complexa?
A conferência (entrada livre) realizar-se-á pelas 14h30, no Anfiteatro 128 da Faculdade de Direito da Universidade do Porto.
terça-feira, julho 05, 2005
Zelos e Desmazelos
Em vez de resolver os problemas, o Poder Executivo aponta as energias ministeriais actuais para a queda dum Procurador. Não a sua mera substituição, mas a queda de confiança perante toda opinião pública para que se demita. Personalizando ciclos de Justiça, como se a solução passasse por pessoalizações bacocas ao invés de se preconizarem soluções duradoiras com reais efeitos sobre as causas dos estrangulamentos sistémicos.
Focalizar no essencial, não perdendo tempo por desvarios laterais sob pena de espalhar a mensagem da politização no judicial, deve ser o paradigma da acção governativa. A tal colonização "teubneuriana" deve ser evitada.
Vinde as Férias
Outra Porta
Constata-se ser mais uma prova do sucesso da ponte Luso-Brasileira entre os pensadores do Direito e onde o Prof. Masseno é ilustre representante.
Um Bem Haja aos Impulsionadores.
Divulgando o Conhecimento
* Intervenção de Abertura: “Do Direito da Informática à Informática Jurídica”, Manuel David Masseno, Professor-Adjunto responsável pela Área Científica de Direito da ESTIG/IPBeja e integrante da Rede Temática LEFIS em Portugal;
* Conferência sobre “Os Sistemas Periciais na Decisão Jurídica”, Aires José Rover, Professor-Adjunto e Coordenador de Informática do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil;
* Comentário sobre a Conferência precedente, José Jasnau Caeiro, Professor-Adjunto responsável pela Área Científica de Linguagens de Programação da ESTIG/IPBeja e Investigador do INESC - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores - Investigação e Desenvolvimento, Lisboa.
Com entrada livre, o Seminário realiza-se nas instalações da ESTIG, sitas na Rua D. Afonso III, n.º 3, em Beja, e encontra-se creditado com 60 u.c. pelo Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Advogados.
Mais uma prova da capacidade de intervenção do Professor Manuel Masseno, um verdadeiro cultor da ciência por nós amada.
segunda-feira, julho 04, 2005
Dos Privilégios Injustificáveis
A Lei Eleitoral das Autarquias Locais, de 2001, prevê "um mês de faltas justificadas e remuneradas" a cem por cento pela entidade patronal a todos os trabalhadores "que se candidatem - efectivos ou suplentes -, em qualquer lista de um partido ou movimento de cidadãos independentes".(..)
notícia completa
Só faltou no noticiado a referência ao TC que numa interpretação acerca deste preceito chega a atribuir o subsído de refeição, para que não se esgotem as forças dos candidatos. Quem acompanha as lutas eleitorais ao nível local sabe que estes 30 dias são injustificáveis, para preparar os combates políticos, nomeadamente nas freguesias (e contra mim o afirmo).
Conclusão: A exaltação da Democracia deve ser feita com outras regras eleitorais, onde se equilibrem os valores em causa, sob pena do fim justificar os meios.
Posições Virtuosas
"O Conselho Superior da Magistratura, órgão máximo de gestão e disciplina da Magistratura Judicial, reunido em Plenário, na sua sessão de 30 de Junho de 2005, deliberou, por maioria, com doze votos a favor e três votos contra, face ao ambiente de crispação existente entre os juízes portugueses em virtude de medidas legislativas anunciadas pelo Governo:
Constata-se um verdadeiro papel mediador, buscando na prudência a bússula das posições extremadas. O que está em causa é um Estado de Direito que implode as suas próprias instituições, logo posições como a do CSM são louváveis pois planam na positividade das ideias descomprometidas. Venham os frutos..
quinta-feira, junho 30, 2005
Um Parto Difícil para o Óbvio
1. A entrega electrónica do requerimento executivo passa a ser feita exclusivamente através da aplicação informática.
2. Também o Ministério Público passa a enviar o requerimento executivo através da aplicação informática H@bilus.
3. Os dados respeitantes aos intervenientes no processo, constantes do requerimento executivo electrónico, passam a entrar automaticamente na aplicação informática das custas, com eliminação do trabalho correspondente.
4. Entra em funcionamento uma rotina informática que impede a designação de solicitador de execução, no requerimento executivo, quando este se encontre com a actividade suspensa ou interrompida.
II. As novas tecnologias ao serviço de uma penhora mais rápida e eficaz.
5. Acesso electrónico aos registos da Segurança Social.
6. Acesso electrónico dos solicitadores de execução aos registos de identificação civil.
7. Acesso electrónico dos solicitadores de execução ao Ficheiro Central de Pessoas Colectivas.
8. Acesso electrónico aos registos de automóveis, a título definitivo.
III. Formação, para melhor aplicar a Reforma da Acção Executiva.
9. Formação extraordinária para advogados e solicitadores de execução.
10. Garante-se igualmente, pelo Centro de Estudos Judiciários (CEJ), a formação de magistrados e outros profissionais que actuem no âmbito da acção executiva.
IV. Eliminar as dúvidas, os entraves e os bloqueios que hoje paralisam a acção executiva
11. Rigorosa delimitação das competências dos juízos de execução.
12. Todos os processos por autuar nas secretarias de execução de Lisboa e Porto serão autuados, o mais tardar até ao final de Novembro.
13. O problema da falta de solicitadores de execução em certas zonas do país será resolvido, pois todos os solicitadores passarão a praticar actos de execução em qualquer ponto do território nacional.
V. Mais tribunais e equipamentos para desbloquear a acção executiva
14. São instalados novos juízos de execução
15. É criado o depósito público de Vila Franca de Xira.
Juízos sem Juízes
RETIRADO DO DN
quarta-feira, junho 29, 2005
Para Inglês Ver
"Não nos parece a melhor opção a actualização para 150 euros. Seria melhor a descriminalização total, porque há formas alternativas de pagamento com cartões bancários", disse Rogério Alves perante a Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
De acordo com o Bastonário, descriminalizar os cheques até aos 150 euros é uma medida "que não vai abrir grandes espaços de descongestionamento nos tribunais criminais", ao contrário do que foi também ontem defendido pelo ministro da Justiça, Alberto Costa." (..)
NOTÍCIA COMPLETA
terça-feira, junho 28, 2005
Conferência no Porto, Dia 30 de Junho
Da reparação do dano causado à vítima do crime em Processo Penal
Esta Conferência será proferida pelo Senhora Doutora Paula Ribeiro, Advogada e Professora na Faculdade de Direito do Porto da Universidade Católica e terá lugar no Auditório da AICCOPN, na Rua Álvares Cabral nº 306, no Porto.
quinta-feira, junho 23, 2005
Pequenos Lapsos ou Actos Falhados?
Notícia da TSF
No excelente blog Ciberjus é feita uma observação deveras pertinente, coloca-se a possibilidade de estarmos um acto falhado da Ministra.
Dá que pensar, mas hoje é noite de São João, por isso as considerações ficarão para outra colheita..
Abordagens Simplistas e Tendenciosas
retirado do Público
Quando as decisões dos tribunais vão ao encontro da estratégia política são válidas e merecem o aplauso, quando já não comungam dessa orientação são feridas de inconstitucionalidade. São os reflexos da politização da Justiça, que convém combater para salvaguarda do nosso regime democrático, pois quando os poderes se confundem..
Do Estado que Desmazela a sua Justiça
retirado do DN
"Em todo o país, os magistrados do Ministério Público estão em greve de zelo por tempo indeterminado. A decisão tinha sido aprovada no fim-de-semana na Assembleia-Geral de magistrados."(..)
retirado da TSF
quarta-feira, junho 22, 2005
100 Anos sobre o seu Nascimento

O livre arbítrio do homem foi comentado por Jean-Paul Satre da seguinte forma: "O homem está condenado a ser livre. Condenado porque não se criou a si próprio; e, no entanto, livre porque, uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer."
O Definhar da Dignidade
"A maioria dos tribunais encontra-se sem qualquer sistema de segurança. E se a situação sempre foi crítica, piorou em 2003 quando a antiga ministra da Justiça, Celeste Cardona, cortou nas despesas e reduziu a vigilância em 39 edifícios."(..)
NOTÍCIA RETIRADA DO DN
A Refutação das Afrontas
Conclusões do Parecer da ASJP
Evasões, Evasivas e Peritagens
Quando são parcos os investimentos nas prisões é natural que funcionem menos bem vários aspectos, inclusive os relacionados com segurança. E porque não reler o estudo da CEDERSP.
Leia a decisão.
terça-feira, junho 21, 2005
Proposta de Lei sobre as Férias Judiciais
Leia a proposta de Lei que reduzirá as férias judiciais e que tanta celeuma tem causado.
segunda-feira, junho 20, 2005
As Típicas "Reformas" Portuguesas
"A reforma do notariado previa que uma parte da receita perdida fosse compensada pela redução da despesa com pessoal e um aumento da receita em IVA e imposto de selo. Um argumento que para o Governo não colhe "Uma vez que a esmagadora maioria dos funcionários irão continuar no sector público, a eventual redução da despesa não acompanha, de todo, a quebra acentuada das receitas." Um exemplo; os privados pagam 10 euros ao ministério por cada escritura de compra e venda, contra os 175 euros cobrados pelos cartórios públicos, que revertiam integralmente para o Estado."
1ª Noticía do DN
2ª Noticía do DN
Eis a prova da constante inconsenquência das reformas operadas no País, prejudicando tudo e todos mas em que naturalmente a responsabilidade morrerá solteira. E para que não se instale a sensação que estamos abandonados eis que é anunciada nova Reforma, qual promoção de estação. A impotência perante este cenário recorrente chega a ser fomentador de psicoses, assim como sempre, que nos valha o relativismo bem humorado tipicamente luso.
As Decisões Tomadas pelos Magistrados do MP
Considerando que:
- Os magistrados do Ministério Público reafirmam a sua confiança nos princípios e no funcionamento do Estado democrático e na capacidade da democracia, e sabem melhor que ninguém, pelo próprio desempenho das suas funções, que o princípio da igualdade de todos os cidadãos é um alicerce essencial da democracia portuguesa;
- Os magistrados do Ministério Público conhecem as profundas deficiências e insuficiências de todo o sistema judiciário e da organização dos tribunais e estão dispostos a participar e colaborar activamente nas profundas alterações necessárias para a modernização do Estado no sector da administração da justiça;- As recentes medidas anunciadas pelo Governo têm sido apresentadas como podendo alterar e degradar o estatuto socioprofissional e económico da magistratura e, mais concretamente, do Ministério Público;
- O MJ não tomou ainda a iniciativa de, por qualquer forma, informar e esclarecer o CSM e o CSMP bem como os representantes associativos dos Juízes e do Ministério Público sobre o alcance das referidas medidas;
- Pelo contrário, todas as tomadas públicas de posição do MJ se têm pautado por uma aparente agressividade e animosidade para com todos os que trabalham nos tribunais: magistrados, advogados e funcionários;
- O estatuto das magistraturas está indissociavelmente ligado às condições materiais e sociais do desempenho sereno, distanciado e independente das funções de Justiça, nelas se incluindo, obviamente, as do Ministério Público;
- Tal estatuto foi sendo desenhado e construído, com esse fim específico, por todas as forças políticas representativas do regime democrático com assento parlamentar;
- Nunca tais forças o consideraram portador de privilégios incompreensíveis e fautor de injustiças e desnecessárias desigualdades relativamente a funções e carreiras públicas ou privadas de equivalente importância nacional e democrática;
- A necessidade actual de esforços e sacrifícios por todos repartidos – que se reconhece – deve, no entanto, apontar, exclusivamente, para opções temporariamente mensuráveis e soluções que não signifiquem a destruição definitiva desse estatuto e do seu quadro de referências;
- Essa destruição, a verificar-se, poria em causa a qualidade futura do recrutamento e o quadro de referências ligado às condições de exercício material das funções da magistratura.
Delibera:
- Repudiar a forma demagógica como foram apresentados os problemas de justiça pelo actual Governo, cingindo-os aos alegados benefícios dos magistrados e às férias judiciais
- Mandatar a Direcção do SMMP para, junto de todos os órgãos de soberania e forças políticas e sociais, esclarecer e informar as apreensões que uma possível concretização cega e destrutiva da anunciada política do governo sobre o estatuto das magistraturas pode ter nas condições de exercício normal das funções judiciais;
- Mandatar a Direcção para coordenar aquela sua incumbência com as que Juízes, advogados e funcionários venham a desenvolver no mesmo sentido;
- Propor – sendo necessário – àquelas estruturas representativas uma iniciativa colectiva de demonstração do que pode resultar da descaracterização do estatuto socioprofissional das magistraturas;
- Exigir, porque a preocupação dos magistrados do MP é o cumprimento pelo sistema de justiça das suas funções constitucionais, que sejam tomadas as medidas necessárias a um melhor e mais eficaz funcionamento do sistema de justiça, ao nível da organização judiciária, da formação, da gestão de quadros e da modernização que dependem exclusivamente do poder legislativo e executivo sobre as quais não se conhece qualquer iniciativa;
- Mandatar a Direcção do SMMP para – sendo necessário – decretar todas as formas legais de luta, incluída a greve, caso se verifique que o essencial do estatuto socioprofissional económico das magistraturas e concretamente do Ministério Público serão postos em causa definitivamente.
Texto retirado do site do SMMP
As Decisões Tomadas pelos Magistrados Judiciais
b) Proceder à marcação de audiências e outras diligências de modo a reservar o tempo necessário para a execução do despacho de expediente e prolação de decisões;
c) Nesse sentido, e sendo caso disso, proceder ao reagendamento ou adiamento de diligências já marcadas.
b) O cumprimento das recomendações do Provedor de Justiça, quanto à correcção das inconstitucionalidades que afectam o estatuto profissional dos Juízes;
c) A manutenção do subsistema de saúde inerente aos SSMJ;
d) A manutenção do estatuto da jubilação;
e) A aprovação da Lei Orgânica do Conselho Superior da Magistratura.
10. Mandatar a Direcção Nacional para diligenciar pedido de audiência urgente ao MJ, conjuntamente com o SMMP, OA e o SFJ, a fim de expor o desagrado e a preocupação dos profissionais do foro quanto ao agravamento das condições do funcionamento da Justiça.
Retirado do site da ASJP
quinta-feira, junho 16, 2005
Águas Agitadas
António Raposo Subtil, presidente do Conselho Distrital de Lisboa da OA, que já no passado acusara os governos precedentes de fazerem "uma análise demagógica" dos problemas da Justiça, apontou também o dedo a Alberto Costa. "Procuram as causas, mas não tomam atitudes de poder", conclui.(..)
Noticía completa
quarta-feira, junho 15, 2005
Consequências da Inoperância Governativa na Justiça
"Cria-se no âmbito do Ministério da Justiça um 'grupo de reflexão' constituído por 23 personalidades. Mas esse debate decorre sem um único elemento oriundo da magistratura, e completamente à margem dos Conselhos Superiores." (..)
Excertos da nota da direcção da ASJP
Atendendo ao marasmo pensante reinante no Ministério da Justiça é de prever que o panorama de desconfiança do meio judicial aumente ainda mais, originando que um dos pilares do Regime Democrático agonize pela falta de rumo certo.
Tudo consequência de guerras que o Ministro fez questão de comprar com os profissionais do foro e que não servem a Justiça, mas os interesses daqueles que a querem colonizar de enfoques coincidentes com interesses parcelares e como no meio estão os "Poderes" Judiciais.. E a luta continua.
Na Senda da Luta pelos Direitos Humanos
Resto da Notícia
Começa a Luta pela Sobrevivência?
Os princípios interiorizados durante anos e anos pela ADVOCACIA PORTUGUESA, que fazem dela uma profissão de prestígio, de honra, de brilho, de orgulho, de bandeira, de exemplo, esses princípios, dizia, não podem ser revogados por decreto. É como se se legislasse que é «proibido morrer». Não é possível.
Os Advogados Portugueses são especiais. Não são delatores. Ainda que isso lhes custe processos criminais como os que foram já instaurados a vários Advogados ingleses, no Reino Unido, por incumprimento da Directiva de Branqueamento de Capitais.
E, pelo menos um, foi já condenado a pena de prisão efectiva, salvo erro, por 6 meses." (..)
Excerto do DISCURSO do Presidente do CDP da OA proferido em 31.05
terça-feira, junho 14, 2005
Ingenuidades Discursivas perante os Media?
O magistrado diz ainda que outro "disparate" da justiça é o patrocínio judiciário. "Há advogados que recorrem ao instituto para receberem os seus quantitativos.."
Alguém com responsabilidades não pode afirmar o que afirma, sem explicar o que entende por patrocínio judiciário, pois para ser um disparate não deve incidir concerteza sobre o direito constitucionalmente garantido de todos sem excepção terem acesso à Justiça e aos Tribunais. Deve ser outro entendimento, aquele que decorre da visão subjectivada.
Entrevista Integral ao JN
Passos Atrás, Passo a Passo
Deliberação do CDP tomada na sua última sessão
A figura do Patrono-Formador não escapou à crise da Justiça, não a crise monetária ou económica-financeira mas a crise de ideias para a Justiça. Quem perde não são só os estagiários , mas toda a colectividade.
É caso para perguntar num tom bem sonoro o que se pretende fazer com a Justiça? A gritante falta de rumo torna-se desesperante. Sem uma Justiça credível, eficaz, atempada, digna não há sociedade que resista, nem mesmo as perenes de 9 séculos.
A Expansão de Confrontos de Valores
Notícia integral do DN
segunda-feira, junho 13, 2005
Intemporalidades Lusitanas
Preâmbulo da Constituição de 1822
domingo, junho 12, 2005
Acção dos 'gangs' cresce 460% em 7 anos
Embora se trate de um tipo de delinquência tipicamente urbana, verifica-se o aumento do chamado crime spree, em que os mesmos autores cometem uma série de incidentes, do mesmo tipo e num curto espaço de tempo, em diferentes zonas geográficas, usando, em geral, viaturas furtadas. Este fenómeno está a evoluir desde o ano 2000, sendo alvos preferenciais os postos de revenda de combustível, lojas de equipamento informático e de telecomunicações e as grandes superfícies. Em 34 por cento das ocorrências, cujo alvo foi pessoas, os gangs usaram armas de fogo do tipo pistola/revólver, seguindo-se os sprays (27%) e armas brancas (25%).
À criminalidade grupal está associada a criminalidade juvenil (jovens entre 12 e 16 anos).(..)
NOTICÍA PUBLICADA HOJE NO DN
Efeitos da Desertificação na Justiça
São quase 100 os tribunais portugueses onde não se acumulam processos, o que não deixa de ser irónico porque, em outras instâncias, as pilhas de processos acumulados são uma constante.
Se parece pouco, o caso é ainda pior em mais de metade destas comarcas, que nem chegaram aos 300 processos.
O procurador-distrital defende que sejam extintas algumas circunscrições e agregadas outras, o que permitiria canalizar meios humanos para círculos onde os processos se acumulam.
Um novo mapa judicial permitiria redistribuir magistrados e oficiais de justiça e um iria proporcionar o descongestionamento de alguns tribunais.
O Mundo da Vida e o Direito
Retirado da obra de Victor Hugo "Os Miseráveis"
sábado, junho 11, 2005
Demagogia de Cidadania
ENTREVISTA DO BASTONÁRIO
terça-feira, junho 07, 2005
Alternativas aos Usuais Alastram
Depois do Justiça Restaurativa, novo espaço sobre temáticas ainda pouco divulgadas nos espíritos dos juristas portugueses, feitos Doutores no caldo rígido dos temas clássicos. Assim sendo, são lufadas de ar fresco bem vindas.
Um bem haja aos dinamizadores de tais desideratos
segunda-feira, junho 06, 2005
A Justiça Expurgada de Interesses Políticos
O estudo comparativo do CEPEJ, que aí se referencia, foi elaborado com base em dados estatísticos fornecidos pelos diferentes governos europeus, sendo no caso português alguns deles de duvidosa fiabilidade, a par de outros que constituem absoluta falsidade [v.g. a existência de 733 (!) juízes não profissionais em funções em Portugal].
O certo é que, ao invés do que se afirma naquele título, o Conselho da Europa não estabelece qualquer tipo de 'ranking' do funcionamento dos sistemas judiciários, e muito menos coloca o nosso país na cauda dessa hipotética classificação.
O tratamento jornalístico criterioso a que o 'Expresso' habituou os seus leitores teria justificado, neste caso, mais rigor e menos sensacionalismo. Por esta mesma lógica, qualquer dia teremos alguém a pretender estabelecer, por exemplo, uma relação directa entre a qualidade do jornalismo que se pratica em Portugal, e o nível de tiragens da nossa imprensa escrita, no contexto europeu."
Carta enviado ao EXPRESSO por Batista Coelho, Presidente da ASJP
Crimes contra a Realeza
"La Sección Segunda de lo Penal de la Audiencia Nacional juzgará a un ciudadano para quien el fiscal solicita 2.880 euros de multa por un delito contra la Corona, por gritar en plena calle insultos dirigidos al Rey "con el ánimo de vilipendiar y despreciar al mismo". Los hechos se produjeron el 14 de septiembre de 2004, cuando el acusado se encontraba en las inmediaciones de la plaza de la Villa de París. Ese día, el Rey comparecía en la sede del Tribunal Supremo con motivo del acto de Apertura del Año Judicial.
El acusado comenzó a proferir a gritos insultos y frases de menosprecio contra al monarca "hasta que fue retirado por las fuerzas de Orden Público". Estos hechos constituirían un delito contra la Corona previsto y penado en los artículos 490 y 491 del Código Penal por el que procede imponer al acusado una pena de ocho meses de multa, fijándose una cuota diaria de 12 euros más las costas."
sexta-feira, junho 03, 2005
As Cruzadas Portuguesas contra o Défice
Desta forma, o salário convencional mínimo de desconto dos trabalhadores independentes (ou seja, o valor mínimo que estes trabalhadores podem declarar para efeitos de aplicação da taxa) passa de 1 para 1,5 do valor da retribuição mínima mensal garantida (RMMG), antigo salário mínimo nacional. Ou seja, na prática, é eliminado o actual primeiro escalão.
Para os trabalhadores independentes com rendimentos mais baixos, eleva-se de 12 RMMG para 18 RMMG o valor do rendimento anual em que se permite o pagamento de contribuições sobre valores inferiores.
Segundo o Executivo, esta medida vai aproximar as remunerações convencionais de desconto para a segurança social dos trabalhadores independentes das remunerações reais, tendo em conta que há declaração generalizada de remunerações abaixo dos valores reais, o que prejudica a situação contributiva da segurança social.
Poderes e Contra-Poderes em Solo Lusitano
Retirado do texto do Dr. Joel Timóteo Ramos Pereira, com o título "Conclusões Viciadas" e na qual o conhecido autor tece algumas considerações acerca do polémico estudo do Conselho da Europa.
quinta-feira, junho 02, 2005
Política à Espanhola
A segurança rodoviária em Espanha é prosseguida com pequenos passos num sentido de auto-responsabilização e não por caminhos tortuosos de agravamento de penalizações. Para adultos infantilizados somente um Estado Paternal para mostrar a redenção..
Conferência no Porto, Dia 6 de Junho
Será orador o Dr. António Montalvão Machado, Advogado e Deputado, e terá lugar no Auditório da AICCOPN, na Rua Álvares Cabral nº 306, no Porto.
Ainda sobre os Julgados de Paz
No Julgado de Paz de Lisboa, criado há três anos em Telheiras, mas que só passou a ter competência para todas as freguesias da capital em Outubro de 2003, deram entrada cerca de mil processos, onde 70 por cento dos casos estão a ser resolvidos por acordo entre as partes num período que, em média, não ultrapassa os 60 dias.
Dos casos resolvidos, 30 por cento foi conseguido através da mediação (por exemplo, intervenção de um mediador que pode ter outra formação que não em Direito) e 40 por cento por conciliação do juiz do Julgado de Paz de Lisboa, onde trabalham nove pessoas no total."
Retirado da Capital
Os Constantes Relacionamentos Problemáticos
Retirado do Comunicado da ASJP confirmando o mau ambiente entre Juízes e o Poder Executivo
quarta-feira, junho 01, 2005
O Tempo Urge por Mudanças
Alberto Costa indicou ainda que “na ordem das prioridades deste Executivo está a acção executiva, área em que o Governo herdou 100 mil processos por autuar”, explicou o ministro da Justiça. Algumas das medidas pensadas para acabar com o entupimento e bloqueamento da acção executiva, um problema apontado pelo sector , terão efeitos “imediatos”, enquanto que outras só terão resultados visíveis até final do ano.
O grupo de reflexão, que teve a sua reunião de estreia ontem, integra “notáveis” ligados a várias áreas, como Boaventura Sousa Santos e Nuno Garoupa, os professores Costa Andrade, Fausto Quadros, José Lebre de Freitas, Robin de Andrade, Menezes Cordeiro e o constitucionalista Vital Moreira. Da lista deste “Círculo Informal de Reflexão” constam ainda o ex-bastonário dos advogados José Miguel Júdice, Miguel Galvão Teles e António Pinto Ribeiro.
O financiamento do sector da justiça e política criminal foram duas das matérias que também estavam agendadas para o debate, mas que acabaram por “ficar adiadas para a próxima reunião em Setembro”, confirmou o titular da pasta.
Também o novo mapa judiciário, o sistema de recursos e reformas da justiça Penal e Cível são questões que ficaram adiadas para as próximas reuniões.(..)
Principais problemas
Retirado do DE
Vício: Incompetência
RETIRADO DO DISCURSO DO PRESIDENTE DO STJ NA CERIMÓNIA DE TOMADA DE POSSE DO VICE-PRESIDENTE DAQUELE TRIBUNAL
terça-feira, maio 31, 2005
Justiça Comparada
Quando se olha para o nível de vida, 0,6 por vento do orçamento nacional vai para os tribunais. Este valor é o triplo da Alemanha.
Portugal tem 34 tribunais por cada milhão de habitantes. A Suécia conta apenas com metade das instituições judiciais.
Em Portugal existem três juízes para cada 20.000 habitantes. Por exemplo, na Irlanda só existe um.
Por outro lado, há 93 funcionários judiciais por 100.000 habitantes. Em França são apenas 27.
Um processo por roubo demora, em média, 310 dias. Quase o mesmo que a Bulgária, onde leva 320 dias.
Até chegar a julgamento, os divórcios demoram mais de 250 dias. Pior que Portugal, na Europa a 40, não há mais nenhum país.



