sábado, abril 22, 2006

Conferência Internacional sobre a Constituição

Associação Portuguesa de Direito Constitucional
Conferência Internacional sobre a Constituição Portuguesa
Lisboa
26 de Abril de 2006
Fundação Calouste Gulbenkian
Auditório 2
Programa

10 horas – Sessão de abertura

Sob a presidência de Sua Excelência o Presidente da Assembleia da República,
Dr. Jaime Gama
Prof. José Manuel Cardoso da Costa (Associação Portuguesa de Direito Constitucional)
Prof. Jorge Miranda (Faculdade de Direito de Lisboa – Instituto de Ciências Jurídico-Políticas)

11 horas – Novos horizontes e desafios do constitucionalismo contemporâneo

Presidente – Prof. Rui Moura Ramos
Prof. Peter Häberle (Bayreuth)
Prof. Massimo Luciani (Roma)
12,30 - Debate
15,30 horas – A Constituição Portuguesa no contexto do constitucionalismo actual
Presidente – Prof. André Gonçalves Pereira
Prof. Pierre Bon (Pau)
Prof. Pedro Cruz Villalón (Madrid)
17 horas - Debate

Ciclo de Conferências na FDUP


No âmbito das Comemorações dos 10 anos da FDUP foram preparadas várias conferências sobre temas variados, sob o mote “Desafios para uma nova década”.  No próximo dia 27/4/06, 5ª feira, pelas 10h30 realizar-se-á a conferência: “A Global Due Process of Law”, sendo conferencistas: Prof. Doutor Sabino Cassese – Faculdade de Direito da Universidade de Roma (LA SAPIENZA) e Tribunal Constitucional (Itália) Prof. Doutor Sérvulo Correia – Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) Moderador: Prof. Doutor Colaço Antunes – Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP).

quarta-feira, abril 19, 2006

O Blog Antígona


Acedi com muito gosto ao convite efectuado pelo o meu Amigo Professor Paulo Ferrreira da Cunha e ao inexcedível Professor David Masseno para colaborar no novo blog chamado ANTÍGONA relativo ao Instituto Jurídico Interdisciplinar da Faculdade de Direito da Univerdidade do Porto.
Pelo que convido todos os interessados nestes meandros temáticos a fazerem uma visita.

Conferência sobre o Procedimento e Processo Tributário

Realiza-se, no dia 26 de Abril, na Escola de Direito da Universidade do Minho (Braga, Campus de Gualtar) a primeira conferência inserida no ciclo de debates dedicados à Revisão do Código de Procedimento e Processo Tributário e à Avaliação do Código de Processo nos Tribunais Administrativos, na qual se abordarão "As atribuições e competências dos Tribunais Administrativos e Fiscais" e a "Resolução Alternativa de Conflitos". Consulte o programa da conferência, cuja entrada é livre.

quinta-feira, abril 13, 2006

Frouxa Democracia

"A falta de quórum devido à presença em plenário de apenas 111 dos 230 deputados impediu hoje as votações semanais na Assembleia da República, que exigem a comparência de mais de metade do hemiciclo.
"Por falta de quórum não se realizam as votações", anunciou o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, depois de ter verificado o número de deputados presentes no hemiciclo na sessão de hoje, em vésperas de fim-de-semana prolongado devido à Páscoa.
O regimento da Assembleia da República estabelece que "as deliberações do plenário são tomadas com a presença de mais de metade dos seus membros em efectividade de funções". No estatuto dos deputados é ainda referido que é "dever" dos parlamentares "participar nas votações".(...)

PÚBLICO ON LINE

quarta-feira, abril 12, 2006

Et Pluribus Unum

"Prevaleceu a razão sobre a emoção e sobre a tentação de, sob o manto do tratamento igualitário, envolver estas questões, com outras que lhes são alheias. Sei que o assunto não está encerrado, e que o problema irá ser reapreciado. Mas sê-lo-á, espero, num contexto de tranquilidade, no qual a Ordem se baterá pela manutenção do que for justo, sem concessões à demagogia. A matéria é delicada, o combate será, como foi no ano findo, muito difícil, e reclama da Ordem grande unidade em torno dos objectivos essenciais. Recordo que ainda neste ano de 2006 lançaremos o debate nacional sobre a CPAS, o seu presente e o seu futuro."

TEXTO COMPLETO

Continuo a acreditar que o que está em justaposição supera aquilo que nos afasta uns dos outros,mas isso bastará?

Crer ou não Crer

"Está terminada a tabela médica de danos corporais que vai permitir acelerar o pagamento das indemnizações aos sinistrados em caso de acidentes automóveis. De acordo com o presidente da Comissão Técnica Automóvel da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) este instrumento vai permitir que 80 por cento dos acidentes com danos corporais sejam resolvidos no prazo máximo de 180 dias."

NOTÍCIA CM

segunda-feira, abril 10, 2006

O Malquistar na OA

"O ambiente que se vive na Ordem dos Advogados (OA) é cada vez mais tenso. A troca de acusações sobe de tom e as farpas lançadas pelo bastonário, Rogério Alves, e por José Miguel Júdice e seus apoiantes sucedem-se. Este, bastonário entre 2001 e 2004, tem evitado manifestar-se publicamente sobre os processos disciplinares que Rogério Alves lhe instaurou e sobre o movimento de solidariedade que entretanto se gerou, mas, em declarações ao DN, lá vai reconhecendo que "há um mal-estar na Ordem". Mais: Júdice diz mesmo que nunca viu "tantas críticas a um bastonário em exercício como agora". "A profissão está a passar um mau período", sublinha."(...)

NOTÍCIA COMPLETA DO DN ONLINE

Aprendi a escutar o carácter de fair-play presente nas eleições para os orgãos da OA, quando derrotados e vencedores, anteriormente antagonistas mas depois colegas de orgãos arrumavam as perspectivas próprias e lançavam-se num mandato em prol de todos os demais colegas, num verdadeiro espírito de defesa da classe.
Contudo perante o que se tem passado e a que alude a notícia supra referida falar-se dum corpo só e unido, é escamotear a realidade, mas pior ainda é que infelizmente as consequências de tamanhas animosidades não se restringem aos colunáveis.
O encanto da luta pelo poder conjuntural não explica tudo, perante o constatar que se trata de um lide de linhagens históricas no associativismo dos Advogados, como que se fosse o último round de uma série infindável - reformistas e neo-conservadores na arena de S. Domingos.
Entendam-se - basta o apaziguamento - para que nos possam entender no relevante, o exterior do forte.

O Concentrar "Coordenando" do MP

"A procuradora Maria José Morgado considera que o Ministério Público (MP) deveria assumir o papel de «coordenação das polícias», o que, na sua opinião, permitiria uma visão global do problema da corrupção, mas reconhece que o MP não está preparado para isso. Relativamente ao panorama global do MP, a procuradora afirma que está «obsoleto, inoperante e precisa urgentemente de ser informatizado» para melhor coordenar, gerir, inspeccionar e fiscalizar. "(...)

DIÁRIO DIGITAL

sexta-feira, abril 07, 2006

Facturação Nominativa

De acordo com o Despacho n.º 435/2006 do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, datado de 30 de Março, as facturas que são passadas nos restaurantes deverão conter obrigatoriamente a identificação do cliente, com o respectivo nome como forma de combater a evasão fiscal evitando a utilização, para efeitos fiscais, de facturas passadas a outras pessoas.
Todavia o referido despacho abre uma excepção à obrigatoriedade de identificar nas facturas o destinatário dos serviços, nos casos de prestações de serviços massificados correspondentes por regra a consumos próprios de particulares e caracterizadas pela sua uniformidade e frequência, podem aceitar-se como válidas as facturas, que cumprindo os restantes requisitos legais, não contenham a identificação do destinatário.

OFICÍO-CIRCULADO 30091/2006 de 5 de Abril

quinta-feira, abril 06, 2006

Circularidade do MJ

"Os secretários de Justiça estão proibidos pela Direcção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) de autorizar a captação de imagens no interior dos tribunais. Esta é uma das deliberações da circular de 30 de Março, intitulada ‘Comunicação de situações anómalas’. Obriga ainda os funcionários judiciais a pedir autorização para proferir declarações sobre “matérias de serviço”.

Notícia do CM

Circular 22/2006

O ministro da Justiça disse ter tomado «conhecimento da circular, que é movida por bons objectivos»

As boas intenções estão no inferno (alegadamente), logo dificilmente se crê que sejam somente razões de eficácia as causas desta circular - curioso porque a circularidade é traço impressivo de qualquer auto-poeisis (proveniente do grego: «auto», por si mesmo; «poiesis», fazer) - pelo que desconfio que o fito é transmutar o lado binário do código SIM - NÃO em YES MINISTER.
Todavia penso que no crivo constitucional (entidade dinâmica em Portugal) este propósito deverá esvaecer perante a abusividade, porque conflui com alguma axiologia constitucional, mormente a liberdade de expressão mesmo que mitigada pelo quadro relacional e teor funcional.
E como dizia Túlio Cícero somos escravos das leis para podermos ser livres.

O Truísmo


"O Simplex não terá sucesso sem uma reforma da Justiça que agilize a aplicação de sanções a quem prevarica, conclui António Vitorino. O deputado do PS considera que a “simplificação [administrativa] dá a ideia de que é mais fácil fazer vigarices”, logo é necessário tomar medidas para tornar os tribunais mais eficientes. No entanto, Vitorino defende que os atrasos na reforma da Justiça não devem condicionar o arranque do Simplex, uma mudança essencial para o país."

Constituição e Socialismo

"Cresce o coro contra a Constituição (CRP). Uns querem-na “presidencialista”, atirando ao lixo a vigente, sem dó nem piedade. Outros parecem favoráveis à simples descaracterização final do texto constitucional, deitando fora “apenas” o socialismo. E há os condescendentes com o revisionismo, além dos indiferentes. É a estes últimos que me dirijo.
Sou contra a guilhotina constitucional.
Cortar o socialismo da CRP não é ainda matá-la, mas é decapitá-la. Mais valia convocar uma nova constituinte que fizesse tudo do princípio, e arquivar num coup de grâce o presente texto como relíquia histórica, hoje já tão amputada. “Basta de tanto sofrer!”
Esta decapitação é um acto voluntarista de profundo simbolismo político. É o crime primordial dos filhos que assassinam o pai, ou seja, que rejeitam o seu próprio património. Porque, bem ou mal, o socialismo da CRP não é o papão comedor de criancinhas que a mitologia anti-comunista criou."(...)

PAULO FERREIRA DA CUNHA no PRIMEIRO DE JANEIRO

quarta-feira, abril 05, 2006

Law as Rule and Principle


Ronald Dworkin
Taking rights seriously, 1977: o direito são "os padrões que determinam os direitos e deveres que um governo tem o dever de reconhecer e fazer respeitar, pelo menos em princípio, através das instituições comuns dos tribunais e da polícia."

Concerteza não seria a Portugal, que o Mestre referia-se mas que poderia ser este lugar e este tempo ninguém tem dúvidas sérias. Eis que o hiper-relativismo chegou e padronizado em "Direito".

Arriscados Estudantes

A Federação Nacional de Estudantes de Direito (FNED) organiza o 1º Encontro Nacional de Estudantes de Direito, das Universidades Públicas, nos dias 7, 8 e 9 de Abril.
O Bastonário Rogério Alves dará uma conferência que terá lugar no dia 8 de Abril, pelas 11.30h. Esta será subordinada ao tema “OS CURSOS DE DIREITO EM PORTUGAL... UM CONTRIBUTO PARA O “STATUS QUO” DA JUSTIÇA?”, procurando explorar as vicissitudes do Processo de Bolonha quando aplicado ao Curso de Direito.
O debate conta também com a participação do Secretário de Estado da Justiça - João Tiago Silveira; do Bastonário da Ordem dos Notários - Joaquim Barata Lopes; do Presidente da A.N.J.A.P. - Eduardo Pereira de Sousa e do Presidente da FNED - Gonçalo Cardoso Pereira.

Rationme Auctoritas

"Não se conhecem com exactidão os contornos do que sucedeu com a demissão do director nacional da Polícia Judiciária.
Apenas uma breve história do que retive através dos meios de comunicação social.
Vinha-se desenhando, há alguns meses, a existência de pelo menos três pontos de divergência entre o Governo e a direcção da Polícia Judiciária: a deslocação dos gabinetes nacionais de ligação à Interpol e à Europol para a tutela do Ministério da Administração Interna ou mesmo do Gabinete do Primeiro-Ministro; saber quem comanda, no local, as operações relativas a incidentes por crimes graves que ponham em causa a ordem pública; a crise orçamental e financeira da Polícia Judiciária."(...)

RESTO DO LÚCIDO POST DO ALM NO CUM GRANO SALIS

terça-feira, abril 04, 2006

O Novo Director

"O Governo entendeu que a adopção e exposição pública, por parte de uma entidade dele dependente, de posições tendentes a condicionar a liberdade de opção do Executivo, punham em causa a relação de confiança necessária entre tutela e dirigente. Para o cargo de Director da Polícia Judiciária será nomeado o Procurador-Geral Adjunto, Dr. Alípio Ribeiro, presentemente a exercer as funções de Procurador-Geral Distrital do Porto."

Ao contrário de muitos opinantes, auto ou hetero-confusos, recordo que o cargo de Director da PJ é organizado na dependência hierárquica do MJ e fiscalizado pelo MP pelo que legitimidade existia para tal fim, quer se baseie na (sua falta) confiança institucional ou em pressões inadmissíveis.

NOTA BIOGRÁFICA DO NOVO DIRECTOR

RECENTE ENTREVISTA DADA AO PRIMEIRO DE JANEIRO

O Mundo Encolheu

"We are committed to supporting attorneys who undertake pro bono projects. Pro bono clients are clients of the firm, and no distinction is made between hours spent on pro bono or other client matters."

A WLRK (um dos maiores escritórios norte-americanos de advocacia) esclarece uma forma de exercício contrária aos nossos princípios. É caso para afirmar que valerão com a globalização das sociedades de advogados em curso?

Artigo 101.º
Proibição da quota litis e da divisão de honorários


1 - É proibido ao advogado celebrar pactos de quota litis.

2 - Por pacto de quota litis entende-se o acordo celebrado entre o advogado e o seu cliente, antes da conclusão definitiva da questão em que este é parte, pelo qual o direito a honorários fique exclusivamente dependente do resultado obtido na questão e em virtude do qual o constituinte se obrigue a pagar ao advogado parte do resultado que vier a obter, quer este consista numa quantia em dinheiro, quer em qualquer outro bem ou valor.

3 - Não constitui pacto de quota litis o acordo que consista na fixação prévia do montante dos honorários, ainda que em percentagem, em função do valor do assunto confiado ao advogado ou pelo qual, além de honorários calculados em função de outros critérios, se acorde numa majoração em função do resultado obtido.

segunda-feira, abril 03, 2006

Conferência no dia 4 de Abril


No âmbito das Comemorações dos 10 anos da FDUP foram preparadas várias conferências sobre temas variados, sob o mote “Desafios para uma nova década”.

04/04/06, 3ª feira, 14h30
"O praticante desportivo - perspectiva tridimensional: jogador, trabalhador e «activo»"

Conferencistas: Prof. Doutor João Leal Amado - Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC) Mestre Albino Mendes Baptista – Docente Universitário Mestre Daniel Sá - Docente Universitário Dr. Joaquim Evangelista - Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol

Moderador: Dr. Renato Dias dos Santos

Fui seu aluno nas aulas práticas de Direito de Trabalho em Lisboa (do Mestre Albino Mendes Baptista) e recordo o seu perfil algo cáustico como a sua marca principal, o resto da lição era servido pelo o dever de ocupação efectiva e pelo ius variandi (autêntica lufadas de frescura na doutrina laboralista da minha alma mater universitária).

Conferência no dia 3 de Abril


No âmbito do ciclo das conferências acerca dos "Novos Desafios para o Direito Português" organizadas pela UCP - Porto, irá hoje - 03.04 - haver nova sessão.
Assim, pelas 21.30h, o ilustre convidado Francisco Sá Carneiro da sociedade Uria & Menendez analisará o futuro dos meandros juridícos.

Passaram 30 Anos

REPÚBLICA PORTUGUESA

SECRETARIADO DA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE

DIÁRIO DA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE

SÁBADO, 3 DE ABRIL DE 1976 * NÚMERO 132

SESSÃO N.º 131, EM 2 DE ABRIL

Presidente: Ex.mº Sr. Henrique Teixeira Queiroz de Barros

António Duarte Arnaut
Secretários: Exmos Srs. Carlos Alberto Coelho de Sousa
José Manuel Maia Nunes de Almeida

SUMÁRIO:- O Sr. Presidente declarou aberta a sessão às 9 horas e 45 minutos.
Antes da ordem do dia. - O Sr. Presidente informou ter sido recebida resposta a requerimentos dirigidos ao Ministério da Educação e Investigação Científica pelos Srs. Deputados do PS Artur Cortez e Pires Pereira.
Ordem do dia.- Os três Secretários da Mesa procederam, revezando-se, à leitura integral do articulado da Constituição.
Depois de o Sr. Deputado Pinto da Silva (PS) sugerir que fosse enviado, além de aos Deputados em exercício, um exemplar da Constituição a todos os Deputados que, no decorrer dos trabalhos da Constituinte, tiveram que renunciar ao mandato, a sessão foi suspensa.
Reaberta a sessão às 15 horas e 5 minutos, um Deputado de cada um dos partidos com representação na Constituinte leu a respectiva declaração política, pela seguinte; ordem: MDP/CDE (Levy Baptista), UDP (Afonso Dias), CDS (Freitas do Amaral), PCP (Octávio Pato), PPD (Ferreira Júnior) e PS (Mário Soares).
Tendo procedido à votação global do articulado constitucional, seguiu-se a formulação de declarações de voto a cargo dos Srs. Deputados Mota Pinto (INDEP.), Diamantino Ferreira (Macau), Afonso Dias (UDP), Luís Catarino (MDP/ CDE), Sá Machado (CDS), Vital Moreira (PCP), Barbosa de Melo (PPD) e José Luís Nunes (PS).
Depois de o Sr. Presidente avisar os componentes dos diversos partidos que formariam a depuração da Assembleia para receber o Sr. Presidente da República da hora a que deviam comparecer na entrada principal do Palácio, a - sessão foi novamente suspensa.
Reaberta a sessão às 22 horas e 13 minutos, usou da palavra o Sr. Presidente, que, após ter agradecido a honra da presença de S. Ex.ª o Presidente da República e demais autoridades oficiais, teceu algumas considerações acerca da actividade do Assembleia Constituinte durante o seu mandato, terminando por formular o voto de «que tenhamos sabido ser dignos de nós próprios, dotando a nossa Pátria com uma Constituição que, na sua essência, saiba resistir à prova do tempo».

Lido o decreto que aprova a Constituição, foi este assinado pelo Sr. Presidente e promulgado por S. Ex.ª o Presidente da República, que usou seguidamente da palavra. S. Ex.ª o Presidente da República, depois de agradecer as referências elogiosas que lhe tinham sido dirigidas pelo Sr. Presidente, transmitiu o que julga ser o sentimento da Nação acerca da Constituição agora aprovada e promulgada, que aos olhos dos Portugueses e do Mundo surge como um texto que, apontando finalidades eminentemente progressistas, reconhece a realidade resultante das grandes mudanças operadas na vida nacional, reflecte os anseios de futuro melhor que em todos existe e reconhece o direito de os homens expressarem a sua vontade e as suas razões, terminando por afirmar encontrarmo-nos no momento decisivo de uma nova fase da caminhada em direcção à democracia e ao socialismo, na qual a Constituição que tinha tido a honra de promulgar o instrumento básico para a construção, em liberdade e em paz, da sociedade que ambicionamos para todos nós, em Portugal.
Seguidamente o Sr. Presidente declarou encerrada a sessão, após o que foi tocado e cantado por todos os presentes o Hino Nacional.
Eram 22 horas e 50 minutos (de 2 de Abril de 1976)

domingo, abril 02, 2006

Conversas Nocturnas em Serralves

José Pedro Aguiar-Branco, sócio da JPAB, foi convidado pela Fundação de Serralves para participar no ciclo Conversas Nocturnas, cujas sessões ocorrerão em Março e Abril.
A intervenção de José Pedro Aguiar-Branco acontecerá em 19 de Abril, pelas 21:30, inserida na sessão intitulada “Da Irracionalidade da Crise da Justiça à Racionalidade de uma Política para a Justiça”.

Trata-se dum tema deveras interessante e aparentemente paradoxal atendendo ao sentimento comum tido (crise é racional porque vivenciada por todos = facto notório) e a racionalidade da política para a Justiça merece algumas gargalhadas quando o relambório toca o Olimpo dos Devedores v.g. actio executiva.
Incredulamente aguardarei pelo dia 19.

sábado, abril 01, 2006

Conferência na FDUL

O Ministério das Finanças e o Ministério da Justiça agendaram uma série de conferências sobre o processo tributário e o processo administrativo sob um prisma de avaliação dos mesmos.
Serão conferencistas, entre outros, Marcelo Rebelo de Sousa, João Caupers, Luís Colaço Antunes, Joaquim Freitas Rocha, Saldanha Sanches. Assegura-se a presença na sessão de abertura do Ministro da Justiça, além de outras personalidades do meio judiciário.
Realizar-se-á no próximo dia 7 de Abril, pelas 15 horas no auditório da Faculdade Direito da Universidade de Lisboa.

Intimação para um Comportamento

O meio processual "intimação para um comportamento", a que se refere o artigo 147º do Código de Procedimento e de Processo Tributário, não tem a natureza de processo urgente, pelo que as alegações no recurso jurisdicional de decisão nele proferida não têm que ser apresentadas juntamente com o requerimento de interposição.

Ac. STA de 22-03-2006


"Ora, no CPPT, não há norma que atribua à intimação para um comportamento carácter urgente.
Verdade que o artigo 96º do diploma, prescrevendo que os processos judiciais tributários devem uma duração que não exceda dois anos, excepciona a impugnação das providências cautelares adoptadas pela administração tributária, as providências cautelares de natureza judicial, a intimação para consulta de processos ou documentos administrativos e passagem de certidões, a produção antecipada de prova e a intimação para um comportamento.
Todos estes processos não devem durar mais do que noventa dias.
Mas em lugar algum se diz deles, genericamente, que têm a natureza de urgentes, que a sua marcha é acelerada, que os prazos para a prática dos actos pelas partes, pela secretaria e pelos magistrados são mais reduzidos."(..)

Conferência no dia 6 de Abril

No próximo dia 6 de Abril, pelas 21:30 horas, terá lugar no Auditório da AICCOPN, na Rua Álvares Cabral nº 306, no Porto, uma Conferência promovida pelo Conselho Distrital do Porto da OA, subordinada ao tema: Conferência "Proteccionismo e Liberdade de Comércio em Portugal".
Será conferencista o Senhor Doutor João António Almeida Garrett, Advogado e Docente na Universidade Portucalense.

Reformismo sem Rédea

"O que já surpreende é a ânsia reformista que de um momento para o outro tudo invadiu.
Longe de mim a oposição às medidas que visem melhorar o funcionamento da Administração, vencer o anquilosamento de serviços repletos de rotinas, que funcionam sobre si mesmos e não para os cidadãos, em que tudo cai na burocracia e esquecimento.
Mas não sou adepto de medidas a cordel em que cada ministério anda a ver quantas mais anuncia. E muito menos de ir suscitar questões que venham trazer crispação mais do que a normal entre serviços e que deixam marcas de que cada instituição se ressentirá."(...)

PARTE DO POST "A ÂNSIA REFORMISTA" RETIRADO DO BLOG CUM GRANO SALIS

Feira do Livro Jurídico no Porto


Lembro que está a decorrer a Feira do Livro Jurídico,até ao dia 7 de Abril de 2006, no Palácio da Justiça do Porto.

Horário:
Das 08 às 20 Horas

quinta-feira, março 30, 2006

Ilegitimidade em Virtude de Erro de Facto ou de Direito

"O executado por dívida de IVA que lhe foi liquidada e notificada, sem reacção, ao opor-se à sequente execução fiscal invocando não ser devedor, por nunca ter exercido qualquer actividade de onde possa ter resultado a dívida, não está a suscitar a sua ilegitimidade para a execução, mas a questionar a legalidade do acto de liquidação, o que não serve de fundamento à oposição à execução."

Ac. do STA de 15.03.06

"Para sindicar a liquidação existem meios impugnatórios, dos quais podia ter-se socorrido, já que ela lhe foi notificada. Agora, como acrescentou a sentença, o direito do recorrente a usar o meio judicial adequado – a impugnação judicial – caducou pelo decurso do tempo, razão por que não é possível aproveitar a sua petição para fazer seguir o processo sob essa forma e aí apreciar a pretensão que trouxe a juízo – declarar que, de acordo com a lei, não é devedor do IVA em execução."

Um Ano de Bastonato

Mas, no rescaldo de um ano de Governo, Rogério Alves garante que a Ordem e o Executivo estão agora “à verdadeira procura de soluções”. Na última segunda-feira, o bastonário aproveitou um encontro com os jornalistas para fazer o balanço de um ano de mandato à frente dos destinos da OA e defender temas como o alargamento do acesso ao direito, a redução do segredo de justiça, a alteração das regras da prisão preventiva e das escutas telefónicas.
O bastonário criticou a “desastrosa entrada do Governo em cena, com a questão das férias judiciais”, mas garantiu o apoio da OA para medidas que considerou prioritárias para 2006, como “a simplificação das leis processuais, a reformatação dos sistemas de recursos do Código Processo Civil e do Código de Processo Penal ou a alteração do acesso à carreira da magistratura”.
Sobre o clima de instabilidade que se tem feito sentir no seio da OA, em consequência do processo disciplinar instaurado ao anterior bastonário, José Miguel Júdice, Rogério Alves garantiu que não há nenhuma perseguição ao seu antecessor. “A Ordem não é uma monarquia, tem eleitos, não se herda, conquista-se”, dizia, relacionando esta contestação a uma estratégia da parte dos advogados derrotados nas últimas eleições para a OA.

Sistema de apoio judiciário será mais alargado
Rogério Alves anunciou ter a promessa do Governo que o novo sistema de apoio judiciário será menos restritivo. A OA pretende que seja revista a forma de cálculo de remuneração das pessoas que pretendem aceder ao advogado oficioso, bem como “acelerar o modo de pagamento do apoio judiciário”, defendo-se que o Governo “cative no OE uma verba” para pagar aos advogados oficiosos.
Directiva europeia ameaça o segredo profissional
“A primeira grande ameaça ao segredo profissional dos advogados é a directiva europeia de branqueamento de capitais”, alertou Rogério Alves, já “que pensa-se que o segredo é um luxo, mas a OA tem claro que se ele não existir não há advocacia”.
O bastonário lembrou ainda que a Ordem tem estado, desde sempre, contra “a proposta de inversão do ónus da prova”.
Desformalização dos actos feita com advogados
O Governo tem levado a cabo uma série de medidas para a desformalização dos actos, mas Rogério Alves alerta para o facto de estas poderem vir a constituir “um salto sem pára-quedas se forem feitas sem advogados”. Daí que o bastonário defenda que é necessário “reabilitar a consulta jurídica”, reconhecendo ainda que com estas medidas “abrem-se oportunidades novas de trabalho para os advogados.”
Campanha contra recursos é “repugnante”
Sobre o parecer da OA quanto aos recursos do Processo Civil, o bastonário foi claro ao apelidar como “repugnante” a campanha que tem sido feita. “Não é amputando dias nas alegações que se resolvem os problemas”, por isso, a OA “é contra o encurtamento dos prazos, mas concorda, que se adopte o sistema do CPP, em que o recurso é feito já com motivação”.
Rogério Alves mexeu em interesses instalados
“O sector mais tradicional da advocacia foi derrotado e há quem não se conforme”. O bastonário respondeu assim à pergunta sobre em que interesses estaria a mexer para justificar o clima de instabilidade e explicou ainda que as alterações na formação dada pela OA, ao tornarem-na facultativa, levou a que alguns formadores ficassem descontentes.
Ordem rejeita o rótulo de estar colada ao Governo
O bastonário não aceita o rótulo de que a Ordem esteja colada ao Governo, alegando que só pelo facto de estarem a colaborar no debate e nas alterações levadas a cabo não significa que concordem com tudo. “Há uma concertação estratégica sempre que entendemos que o Governo está no bom caminho”, mas “também oferecemos o nosso acordo à oposição se considerarmos o mesmo”.


Márcia Galrão no Diário Económico

Colóquio no Porto

Colóquio - CRISE NA JUSTIÇA - Reflexões e Contributos do Processo Penal

Nos próximos dias 5, 6 e 7 de Abril, o CEJ e a Faculdade de Direito da Universidade Lusíada do Porto organizam um colóquio subordinado ao tema "Crise na Justiça: Reflexões e Contributos do Processo Penal".
Ficha de Inscrição Fonte: CEJ e Universidade Lusíada

VER PROGRAMA

Da Melhor Pedagogia

"Professores certinhos, direitinhos, de papinha feita, apontamentinhos e chavetinhas nem sempre são maus. Descansam-nos do convívio dos génios. São a paisagem plácida em que os criadores se movem.
Mas há professores que nascem e professores que se fazem. Entra pelos olhos dentro. Pois não é essa a diferença entre a arte e a técnica? Há professores artistas e há professores técnicos. Não há mal nenhum nisso, desde que não se queira a inversão dos valores. Rafael é um génio. Os maneiristas são epígonos. Criticar Rafael (e, pior ainda, criticar Leonardo Da Vinci ou Miguel Ângelo) por não pintar à maneira amaneirada maneirista, ou seja, por não seguir os seguidores, isso é que é escandaloso. Mutatis mutandis…"

Professor Paulo Ferreira da Cunha no último m@il do seu moinho

quarta-feira, março 29, 2006

Mau Tempo no Canal

Não há juiz mais justo e mais severo do que o tempo.
Edgar Quinet (1803-1875)

Do BLOG CUM GRANO SALIS


Acredito sinceramente que o tempo faça a justiça que é verdadeiramente justa porquanto assume um papel relativizador das tensões humanas, mas também creio que a qualidade de ser severa é uma falácia porque tende a ser apaziguante dos mesmos rasgos coléricos.

Beccaria "toda severidade que ultrapasse os limites se torna supérflua e, por conseguinte, tirânica" ( Beccaria, Dos Delitos e Das Penas,1996, p.63).

Alterações ao CSC

"Através do Decreto-Lei nº 76-A/2006, publicado em D.R. I Série A de 29 de Março, foram concretizadas as já tão anunciadas medidas de actualização e flexibilização dos modelos de gestão das sociedades anónimas, adoptando ainda medidas de simplificação e eliminação de actos e procedimentos notariais e registrais relativos a sociedades, e aprovando um novo regime jurídico para a dissolução e liquidação das entidades comerciais. Este Decreto-Lei nº 76-A/2006 alterou e aditou dezenas de artigos do Código das Sociedades Comerciais, procedendo às necessárias adaptações nos Códigos Comercial, Registo Comercial, Notariado, Cooperativo, RNPC,e Regime Jurídico do EIRL, entre outros. As sociedades comerciais constituidas antes da entrada em vigor deste diploma têm agora um ano para adaptar os seus estatutos às novas regras em matéria de administração e fiscalização. O Decreto-Lei nº 76-A/2006 entrará em vigor no dia 30 de Junho de 2006."

Tabelas para a Quinta das Tabuletas

"5.Consequentemente, a O.A., designadamente através das suas delegações, não pode aprovar tabelas de honorários, quer sejam mínimos, quer sejam máximos, dado que estas tendem, à partida, a impedir a livre fixação dos valores correspondentes aos serviços prestados, subvertendo as regras de concorrência;
6. Assim sendo, e porque tais tabelas são contrárias à legislação actual e aos seus princípios subjacentes, terão que considerar-se nulas – sob pena de infracção e condenação da O.A. – devendo, por conseguinte, ser revogadas e retiradas das Delegações, e bem assim dos escritórios dos advogados que as tenham afixadas.
Somos, assim, de parecer que as tabelas de honorários, mínimos ou máximos, são ilegais, com as consequências acima indicadas."(..)

Processo de Parecer nº PAR/1/2006 de 8 de Fevereiro de 2006

Simplex 2006

O Governo anunciou ontem, no CCB, um pacote de 333 medidas denominado Simplex 2006, com vista à desburocratização da Administração Pública.
O pacote de medidas contempla os mais diversos sectores: do Fisco (com declarações de IRS pré-preenchidas) à educação (fim da renovação de matrículas para alunos que se mantêm na mesma escola); das empresas (constituição de empresas e marcas através da Internet), à Segurança Social (consulta de dívidas on-line); da Saúde (marcação de consultas em hospitais via Web) à imigração (substituição de nove títulos por um único).

E a Culpa é dos... Carteiros!

"O novo prazo(até ao dia 4 de Abril), aplica-se aos contribuintes que, em 2005, apenas receberam rendimentos do trabalho dependente (categoria A) e de pensões (categoria H), que pretendiam entregar a sua declaração pela Internet e, por razões a que são alheios, ainda aguardam a recepção da senha de acesso necessária para esse efeito.
Reconhecendo que as greves dos CTT realizadas na semana passada terão impedido muitos contribuintes de receber atempadamente as suas senhas de acesso, o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais decidiu prorrogar o prazo de envio electrónico da declaração, evitando que estes contribuintes tivessem de pagar mais tarde uma coima pelo atraso no envio da declaração.
Inicialmente fixado em 15 de Março para a entrega em papel e pela internet, este prazo foi alargado até hoje, 27 de Março, apenas para a entrega pela Internet. Agora e para evitar a penalização dos contribuintes por um atraso pelo qual não são responsáveis, este prazo foi prorrogado numa semana e um dia, permitindo o cumprimento atempado desta obrigação."

O Valor do Registo

"..Como decorre do artigo 150 do CPC aplicável ao caso por analogia as peças processuais podem ser remetidas à secretaria por meio de correio sob registo valendo neste caso como data do acto processual a da efectivação do respectivo registo postal."(..)

Ac. TCA Norte de 09.03.2006 que demonstra a aplicação no contencioso tributário das regras processuais civis relativas à apresentação em juízo

terça-feira, março 28, 2006

As Heranças e as Conquistas

Questionado sobre a circulação de um abaixo-assinado de apoio ao seu antecessor, José Miguel Júdice, alvo de dois processos disciplinares, Rogério Alves rejeitou críticas de perseguição. "A abertura de um processo não significa que haja juízo apriorístico de infracção", explicou.
O processo a Júdice foi aberto, no ano passado, após uma entrevista ao Jornal de Negócios em que o ex-bastonário defendia que o Estado e as empresas públicas deviam consultar as três maiores sociedades de advogados em Portugal (entre as quais a de que é sócio) sempre que precisassem de consultoria jurídica. Um segundo processo foi aberto na sequência da sua reacção.
O documento de apoio conta já com as assinaturas de figuras conhecidas como José Pedro Aguiar Branco (ex-ministro da Justiça), Rodolfo Lavrador, João Pereira da Rosa e António Lobo Xavier, entre outros. "A Ordem dos Advogados não é uma monarquia e também não é uma anarquia", afirmou o bastonário, garantindo que a contestação "não enforma decisões dos órgãos disciplinares".

RETIRADO DO JN ONLINE

O Virtuosismo do Centralismo

"A reestruturação dos serviços informáticos da Ordem dos Advogados, de forma a permitir a gestão centralizada das nomeações oficiosas, é uma das prioridades para este ano ontem apontadas pelo bastonário.
Numa conferência de Imprensa de balanço da actividade em 2005, Rogério Alves recordou a "entrada desastrosa" do Governo em cena, com a "guerra" das férias judiciais, mas sustentou haver "sinais de que este será o ano das esperadas soluções".

Negociar o regime de apoio judiciário é outra das metas de curto prazo. As negociações irão iniciar-se na próxima semana e estarão, "em princípio, concluídas em 30 dias". Rogério Alves diz ter do ministro Alberto Costa a promessa de alterar a consulta jurídica, "permitindo inclusivamente a sua realização no escritório dos advogados".
Igualmente considerada prioritária é a alteração "definitiva" do quadro de pagamento de oficiosas. O bastonário quer ver consagrada, anualmente, em Orçamento de Estado uma dotação clara, "a partir da qual se faça a formatação do sistema".

RETIRADO DO JN ONLINE

O Circo Judicial

"A Sr.ª Procuradora, continuou impávida e serena, e a interromper a audiência de julgamento a intervalos regulares para repetir que não prescindia da sua hora de almoço.
E quando requeri a passagem de certidões dos depoimentos das testemunhas perjuras, para contra elas intentar procedimento criminal, a juíza olhou para mim e encolheu os ombros com um ar absolutamente estupefacto, como se eu viesse de outro planeta.
Como se eu fosse um desmancha-prazeres, ou um Dom Quixote qualquer que quer acabar com a forma como toda a gente sabe que o circo funciona ou, sacrilégio!, quisesse de repente acabar com o número dos palhaços." (..)

Completo post do Random Precision

Fim das Tabelas

"Os advogados já podem cobrar os honorários que quiserem. Isto porque nenhuma tabela a estabelecer preços é legal, nem mesmo as chamadas tabelas de honorários das comarcas aprovadas pelas delegações locais da Ordem dos Advogados (OA).
Esta total liberalização do mercado da advocacia foi formalmente aprovada pelo conselho superior da Ordem dos Advogados, precavendo-se, assim, contra uma eventual condenação por parte Autoridade da Concorrência. Esta entidade tem vindo a exercer uma forte fiscalização sobre as ordens profissionais por considerar que "a fixação de preços mínimos e máximos configura uma forma séria e das mais graves de restrição da concorrência". Por este motivo foram condenadas as ordens dos veterinários e dos dentistas." (..)

NOTÍCIA COMPLETA DO DN ONLINE

quinta-feira, março 23, 2006

Paedagogia

"Ora, é impossível uma verdadeira Universidade sem professores livres. A liberdade docente (a libertas docendi, conferindo a cada professor de carreira e quadro um ius docendi, direito de ser professor, direito a ensinar livremente) não se compadece com policiamentos... Esta liberdade, pedra angular da Universidade, anda esquecida por muitos e caluniada por distraídos, burocratas, ditadores e a tal candidatos. E não pode ser defendida por muitos ingénuos e gentes de boa vontade que já não sabem o que seja uma Universidade, porque já ninguém lho ensinou."

Paulo Ferreira da Cunha em mais um M@il do seu Moinho

Noite de Conferência

No próximo dia 23 de Março, pelas 21:30 horas, terá lugar no Auditório da AICCOPN, na Rua Álvares Cabral nº 306, no Porto, uma Conferência promovida pelo Conselho Distrital do Porto, subordinada ao tema:
"Regras Gerais sobre a Transmissão e Oneração do Conteúdo Patrimonial do Direito de Autor"
Será conferencista a Senhora Prof. Doutora Maria Vitória Rocha, Docente na Universidade Católica.

NRAU em Felgueiras

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras, Escola de Ensino Superior Politécnico Público, no âmbito da licenciatura em Solicitadoria, organiza, no próximo dia 24 de Março, pelas 15 horas, uma conferência dedicada ao tema “o novo regime do arrendamento urbano”.

Com a presença dos seguintes palestrantes:
Professor Doutor Luís Soares, Presidente do Instituto Politécnico do Porto
Dr. Eduardo Cabrita, Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local
Mestra Elsa Sequeira Santos, Docente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Assessora do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local
Mestre Maria Manuela Maia Rebelo, docente da ESTGF e do Departamento de Direito da Universidade Portucalense Infante D. Henrique

Dr. Francisco Castro Fraga, Advogado
Professora Doutora Rosa Maria Martins Rocha, Directora da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras

Eleições na ASJP


Realiza-se no próximo dia 25 de Março de 2006 as eleições para os órgãos sociais da ASJP (os votos por correspondência devem ser remetidos em data anterior que permita a sua recepção até 24 de Março de 2006). São as seguintes as listas candidatas:

LISTA A - "Rumo, estratégia e atitude"
Candidato a Presidente da Direcção Nacional:
Juiz Desembargador Dr. António Martins
Sítio da Lista de Candidatura:
http://www.rumo-estrategia-atitude.net

LISTA B - "Unir os Juízes, Ganhar o Futuro"
Candidato a Presidente da Direcção Nacional:
Juiz Desembargador Dr. Baptista Coelho
Sítio da Lista de Candidatura:
http://www.baptistacoelho.net

Novo Juízo de Execução em Guimarães

No âmbito das medidas anunciadas pelo Ministério da Justiça, no sentido de concretizar a reforma da acção executiva, está já instalado e aberto ao público o novo Juízo de Execução de Guimarães. O Juízo de Execução de Guimarães representa a criação de raiz de um novo serviço para a Justiça que visa agilizar a tramitação dos processos executivos que deram entrada na Comarca de Guimarães. Este Juízo é composto por um Juiz, indicado pelo Conselho Superior da Magistratura através da Bolsa de Juízes, bem como por 12 funcionários da justiça através da reafectação de recursos humanos para a tramitação específica destes processos. Estima-se que este novo Juízo de Execução tramite anualmente cerca de 5.000 acções executivas.

segunda-feira, março 20, 2006

A Justiça Restaurativa em Conversa

Tertúlia aberta na Faculdade de Direito de Lisboa (Bar velho)
Com:

Martin Wright

e

Christa Pelikan

Sexta-feira, dia 24 de Março de 2006, pelas 16h

Organização: Associação de Mediadores de Conflitos e Tertúlia Académica

sábado, março 04, 2006

Nova Conferência

No âmbito do ciclo de conferências "Novos Desafios para o Direito Português" será proferida a próxima pelo Prof. Doutor José Manuel Sérvulo Correia, da Sérvulo Correia & Associados na próxima 2ª feira, dia 6 de Março, pelas 21:30 no A1 da UCP, pólo da Foz.

Lúcida Opinião

"As reformas estruturais na Justiça, para resultarem, não admitirão protagonismos mais ou menos vincados dos responsáveis governamentais, que, por pretenderem deixar os seus nomes a elas ligados, apressam-nas, ou, alcançando a titularidade da pasta, logo pretendem adoptar soluções distintas das encontradas pelos seus antecessores, não permitindo assim a consolidação das mesmasÉhoje habitual vermos, ouvirmos e lermos variadíssimos políticos, economistas, sociólogos, jornalistas, em suma, opinion makers, considerarem que o mau estado da nossa economia, e mais abrangentemente da nossa sociedade, se fica a dever grandemente à ineficiência do nosso sistema de justiça.
Será assim, ou antes deveremos entender que, para termos uma justiça eficiente, teríamos de ter uma economia eficaz?
É que a justiça não é uma ilha, faz parte dum todo e, por mais importante que seja, não lhe é exigível, de per se, um funcionamento desarticulado do todo em que se insere, do qual depende e que a condiciona.
Quer se parta duma perspectiva, quer de outra (mais parecendo a história do ovo e da galinha; quem precede quem), pelo menos num ponto estaremos todos de acordo - há que proceder a reformas estruturais na Justiça portuguesa. O actual sistema deverá sofrer alterações, de molde a torná-lo um verdadeiro veículo da modernidade, capaz de contribuir para o desenvolvimento de Portugal e de responder perante os cidadãos - todos eles - de forma eficiente. Quanto aos responsáveis pela situação actual (eles são múltiplos, desde o poder político que sempre considerou não ser a justiça uma prioridade na sua acção governativa - não dotando os tribunais dos meios indispensáveis para que pudessem responder adequadamente às solicitações que lhes foram sendo exigidas - aos magistrados, advogados e funcionários que ou por omissão ou por excesso de acção levaram - nalguns casos até com alguma arrogância - a uma perpetuação duma deficiente forma de fazer a justiça), importará nem absolver, nem condenar, antes consciencializar da necessidade da mudança.Este quadro deficitário e carenciado de importantes alterações estruturais conduz necessariamente a múltiplas reflexões, erguendo-se cada vez mais vozes avançando com estudos, ideias, projectos e meras opiniões, mais ou menos elaborados, mais ou menos encomendados.
Esta proliferação de propostas é por certo benéfica para a tentativa de desbloqueio do sistema e de ultrapassagem da sua ineficácia, sendo no entanto importante que as mesmas sejam objecto de uma discussão alargada, permitindo que sobre elas se pronunciem todos que sobre as mesmas possam ter opinião - concordante, discordante ou mesmo alternativa. Fundamentalmente importará que não se acolha acriticamente, sem discussão, uma qualquer alteração sistémica que por força das circunstâncias conjunturais do país se venha a assumir como posição dominante.
Com efeito, só dando a conhecer ao país, aos cidadãos, as diversas posições existentes sobre tal problemática será possível, em boa consciência e com foros de verdadeira honestidade intelectual, discutir todas as questões envolventes e escolher os melhores caminhos para a solução dos problemas da Justiça.
Face à eventual crítica de que a discussão só servirá para atrasar a resolução do problema, convirá lembrar que na Alemanha (tantas vezes citada como modelo a seguir) o novo Código das Falências demorou alguns anos a ser edificado, sendo objecto de profunda discussão e de variadas alterações até se chegar ao texto legislativo final, o qual, por sua vez, teve uma vacatio legis bastante alargada. Apetece aqui dizer que os denominados "países desenvolvidos" vão devagar porque têm pressa...!
Há que avançar nas reformas, tendo porém presente que passos mal medidos, pior, dados sem serem medidos, poderão representar um retrocesso (entupimento) no sistema, ao invés de contribuírem para a sua melhoria.
O respeito pela previsibilidade das condutas é um valor sagrado num Estado de direito, constituindo a estabilidade legislativa um importantíssimo baluarte da segurança do direito, veículo indispensável para um desenvolvimento sustentado de qualquer sociedade moderna.
Por tal razão, as reformas estruturais na Justiça, para resultarem, não admitirão protagonismos mais ou menos vincados dos responsáveis governamentais que, por pretenderem deixar os seus nomes a elas ligados, apressam-nas ou, alcançando a titularidade da pasta, logo pretendem adoptar soluções distintas das encontradas pelos seus antecessores, não permitindo assim a consolidação das mesmas.
É hoje possível encontrar diversos estudos jurídicos, sociológicos, económicos e de gestão (ignorando-se se outros mais), todos eles visando melhorar o sistema, senão mesmo alterá-lo radicalmente. De entre estes vêm emergindo com certa preponderância as denominadas "teorias economicistas" que preconizam a implementação dum sistema de gestão dos tribunais, radicado em modelos importados doutras áreas de actividade, designadamente da empresarial, ao mesmo tempo que tentam transpor para a nossa realidade nacional sistemas adoptados por outros países, muitas vezes detentores de orgânicas absolutamente distintas da nossa (a utilização de modelos existentes nos países da common law é um exemplo dessa importação).
Sejamos claros. Entendemos que têm de ser implementadas medidas reformadoras do sistema, o que desde logo implicará mudanças, algumas delas profundas. Admitimos mesmo que alguns instrumentos de gestão empresarial poderão e deverão ser pensados para serem adaptados à realidade específica da Justiça. Mas, na ânsia de se pretender resultados imediatos ou quase imediatos, poderá haver a tentação de acolher o que se faz lá fora, sem se estudar previamente as razões sociológicas e históricas que levaram esses países a adoptar esses sistemas de gestão e, pior ainda, a não se fazerem os necessários estudos sobre as eventuais implicações da sua implementação na nossa realidade específica.
Há, com efeito, que ter um cuidado muito especial na importação de modelos, pois que os mesmos encontram-se inseridos numa realidade global, tendencialmente harmónica com todo o sistema societário, pelo que a sua implementação parcelar num outro qualquer sistema poderá ter um efeito perverso, desadequado a essa distinta realidade. Igual atenção deverá ser prestada a quem - entidade colectiva, ou pessoa individualmente considerada - apresenta tais estudos, não por se duvidar da sua valia técnico-científica, antes sim por poder tratar-se de entidade desconhecedora da realidade prática que visa modificar, tendo da mesma apenas uma ideia teórica, desconhecendo consequentemente as inúmeras idiossincrasias que norteiam todo o mundo judiciário.
A grande maioria daqueles que sempre têm trabalhado no actual sistema tem consciência da necessidade de mudança, pois sabem que o cidadão português tem direito a uma justiça mais célere sem perda de qualidade. Simultaneamente sabem que, para que tal se verifique, a sua participação activa nas reformas a empreender terá de ser uma realidade, não podendo o futuro sistema ser confiado a uma classe universitária, certamente muito dotada, mas sem experiência de pleitear, advogar, acusar e julgar."

José Sousa Pinto (Desembargador do Tribunal da Relação de Coimbra) no Público

Notícias Legais

ALARGADO PRAZO DE ENTREGA DO IRS NA NET - JN ONLINE

"O Ministério das Finanças alargou para 27 de Março o prazo para a entrega das declarações da primeira fase do IRS - que abrange os trabalhadores por conta de outrem e os pensionistas. Esta prorrogação só se aplica a quem utiliza a Internet para cumprir a sua obrigação fiscal. Para a segunda fase, o prazo termina a 12 de Maio."

"Para o "papel", mantêm-se as datas de 15 de Março e 30 de Abril."

EDITORIAL DO DN por EDUARDO DÂMASO - DN ONLINE

"O director nacional da Polícia Judiciária, Santos Cabral, esclareceu ontem que não deu orientações em matéria de prioridades na investigação criminal, mas sim de natureza organizativa e de gestão. Ou seja, não retirou a investigação da criminalidade económica e financeira das prioridades da PJ, mas apenas cumpriu obrigações legais decorrentes de uma resolução do Conselho de Ministros."

CRÓNICA DE SOFIA PINTO COELHO - EXPRESSO

"Pelos vistos, esta «jurisprudência da preguiça» demonstrou ser um sistema eficaz: Portugal é dos raros países onde praticamente não há registo de erros judiciais. Por outro lado, a imprensa é temida, mas paradoxalmente, não faz qualquer tipo de «mossa». A justiça, de facto, continua monolítica e sobranceira. Ainda vou ver se os «papos» podem ser considerados um «handicap» profissional que me garanta a reforma antecipada. Mas isto são apenas desabafos de uma jornalista num dia sombrio. Amanhã, passa.
"

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

AC. do STJ de 14-12-2005

Gravação da prova Arguição de nulidades Nulidade processual Princípio geral de aproveitamento do processado Modificabilidade da decisão de facto

"... as alegadas deficiências técnicas na gravação que tornaram imperceptíveis à autora trechos significativos de depoimentos produzidos em audiência de discussão e julgamento, sendo impeditivas da reapreciação da prova legalmente facultada às partes (artigo 712.º, n.os 1, alínea a), 2 e 3, do Código de Processo Civil), têm manifesta influência na decisão da causa, o que constitui nulidade processual sujeita ao regime dos artigos 201.º, 202.º, 203.º, 205.º, 206.º, n.º 3, e 207.º todos do Código de Processo Civil.
III - Tratando-se de uma nulidade processual, devia a mesma ser arguida perante o tribunal onde foi cometida, por meio de reclamação, a apresentar em requerimento próprio, no prazo de 10 dias previsto nos artigos 205.º, n.º 1, e 153.º, n.º 1, do mesmo Código, abrindo-se, assim, um incidente autónomo, e não na alegação de recurso.
IV - Tendo a parte arguido, claramente, a nulidade resultante de deficiências técnicas na gravação da prova, embora impropriamente formalizada em alegação de recurso, essa arguição deve ser aproveitada e entendida como requerimento dirigido ao juiz do processo onde foi cometida, de harmonia com o princípio da economia processual, de que se extrai uma regra de máximo aproveitamento dos actos processuais, que aflora, mormente, nos artigos 199.º, 201.º e 687.º, n.º 3, todos do Código de Processo Civil, e porque corresponde ao exercício de um direito da parte, artigos 203.º e 205.º do Código de Processo Civil e artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 39/95."

A Lei da Nacionalidade

"A definição do estatuto jurídico de nacionalidade é, pois, um pressuposto, mas não pode ser entendido como "o fim da linha". O processo de integração das comunidades imigrantes nas sociedades de acolhimento pode beneficiar muito do reconhecimento formal do estatuto de cidadania mas não dispensa, antes exige, a prossecução de políticas activas de integração, designadamente no domínio da língua e da cultura, bem como do respeito por um conjunto de valores fundamentais que constituem o traço de identidade comum dos portugueses e do país que colectivamente constituímos."(..)

ANTÓNIO VITORINO EM ARTIGO DE OPINIÃO INTITULADO SER PORTUGUÊS HOJE NO DN

Os Constantes Descontínuos

"O funcionamento da Justiça, com polémicas a atravessarem praticamente todo o mandato presidencial e de que o processo Casa Pia é apenas o mais visível, tem também, para Sampaio, um papel fundamental na diminuição das diferenças entre ricos e pobres. Lembrando que está a acompanhar a reforma judiciária em Timor, apelou aos timorenses para não a minimizarem. "Não descurem a organização judiciária".
A crise no sector que se vive em Portugal volta a inspirá-lo. "Eu nem vou comentar. Mas se vocês agora, de repente, chegassem de pára-quedas e abrissem os jornais, percebiam que o favorito da discussão é a organização judiciária, como se estivéssemos todos a recomeçar. A reforma judiciária, o segredo de Justiça, escutas telefónicas, o Ministério Público, os juízes. Tudo, tudo isto parece que está a começar neste momento e que não tem séculos atrás de si".

JORGE SAMPAIO EM TIMOR - PUBLICADO NO JN

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Conferência"Abuso de Direito nas Sociedades Anónimas"

O Conselho Distrital do Porto promoverá, no próximo dia 23 de Fevereiro de 2006, pelas 21:30 horas, no Auditório da AICCOPN, na Rua Álvares Cabral n.º 306, no Porto, a realização da conferência subordinada ao tema :"Abuso de Direito nas Sociedades Anónimas
Esta conferência será proferida pelo Senhor Doutor Armando Triunfante, Docente na Universidade Católica.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Multi-Crises

"O que ainda é mais grave é que depois da crise de lentidão, temos hoje uma crise institucional na Justiça" - Marques Mendes na Sic Notícias.

Proposta de leitura:
A crise da Justiça numa perspectiva de gestão, o "Lobbyismo", escrito pelo Procurador Geral-Adjunto António Bernardo Colaço.

Boomerang Opinativo

"«Tentativa de criar alarme». É desta forma que o ministro da Justiça comenta o caso de os juízes e procuradores querem descansar fora do período de férias judiciais marcado pelo Governo, ou seja, entre 15 de Julho e 31 de Agosto.
Os Conselhos Superiores dos Magistrados fizeram as contas e concluíram que este período é insuficiente para gozar 22 dias seguidos de férias. Deste modo, resolveram ultrapassar o prazo definido pelo Executivo.
No entanto, Alberto Costa acredita que, apesar de ser «precoce qualquer tentativa de criar alarme», o assunto vai acabar por se resolver.
«O processo está em curso. Penso que haverá cooperação e acabará por decorrer com normalidade», sublinhou o ministro.
O Conselho Superior da Magistratura justifica as razões por que teve de ultrapassar o prazo estabelecido pelo Governo.
Edgar Lopes, o porta-voz do CSM, explicou à TSF que «não é possível colocar o Rossio na Rua da Betesga.
«Aquilo que o CSM procurou fazer foi compatibilizar todas as normas que estão em jogo e procurar, com algum esforço, dar aplicabilidade a esta lei», disse.
«Na prática, o que se traduz tem a ver com o direito dos juízes aos 22 dias úteis seguidos de férias. A ideia é a de que não sendo possível colocar o Rossio na Rua da Betesga, nalgumas situações as férias poderão alargar ou para a Rua da Betesga, ou para a Praça da Figueira ou para o Rossio», acrescentou."

RETIRADO DA TSF ONLINE

Juiz e Político ou Vice-Versa

"O juiz desembargador Eurico Reis, ouvido pela TSF, acusa o Procurador-geral da República, Souto Moura, de «leviandade» no tratamento do caso do «Envelope Nove» relacionado com os registos telefónicos de figuras públicas no âmbito do processo Casa Pia."

VEJA AQUI A INTROMISSÃO

Os Suportes Democráticos Alargados

"Lisboa - O ministro da Justiça, Alberto Costa, recebe amanhã, quarta-feira, os partidos políticos com representação parlamentar, no âmbito da preparação duma proposta de lei revendo normas do Código de Processo Penal, e em particular com referência a escutas telefónicas, segredo de justiça e prisão preventiva.
As reuniões decorrem no Ministério da Justiça, em Lisboa. O primeiro a ser ouvido será o Partido Popular (CDS-PP), às 11h30, seguindo-se o Partido Comunista Português (PCP), às 12h30.
À tarde, são ouvidos o Bloco de Esquerda (BE), às 15h30; o Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV), às 16h30; o Partido Social Democrata (PSD), às 18h30; e o Partido Socialista (PS), às19h30.
Segundo uma nota divulgada esta terça-feira pelo Ministério da Justiça, estes encontros realizam-se na sequência da intervenção do ministro da Justiça na cerimónia de abertura do Ano Judicial, em 26 de Janeiro.
Na ocasião, Alberto Costa considerou importante para a revisão daquelas normas de verdadeiro constitucional aplicado, um suporte democrático alargado que vá «para lá duma normal maioria política»."

HOJE NO JORNAL DIGITAL

(In)justo?

"Nestes termos, os magistrados judiciais têm direito ao gozo dos seguintes dias de férias (artigo 2.º, n.º 1 do Decreto-Lei n.º 100/99): -
- vinte e cinco dias úteis até completar 39 anos de idade;
- vinte e seis dias úteis até completar 49 anos de idade;
- vinte e sete dias úteis até completar 59 anos de idade;
- vinte e oito dias úteis a partir dos 59 anos de idade. "
Cada juiz tem ainda direito a mais um dia útil de férias por cada dez anos de serviço efectivamente prestado (artigo 2.º, n.º 3 do citado decreto-lei).

DO BLOG DO VERBO JURÍDICO

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Ocasos da Hierarquia Judicial

"Afigura-se-nos ser esta a posição que melhor salvaguarda os direitos do recorrente e não a defendida pelos arestos do STJ de 3/6/93 e 19/3/98, onde se preconiza que a regularização, se um recurso interposto pelo arguido, por si só, pode ter lugar, desde que o defensor oficioso, notificado para o efeito, o faça dentro do prazo de interposição do recurso, o que raramente se poderá verificar, cerceando injustificadamente o direito ao recurso." (..)

Acórdão do TRE de 27-01-2004

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Moleiros Livres, pelo Mestre

"1.Um Cavaleiro. O gémeo espanhol do nosso Camões, esse Cervantes antes tão esquecido, voltou em força, de braço dado com seus Quixote e Sancho. Vai daí, as metáforas intelectuais quotidianas conhecem nova moda: chegaram as Dulcineias, os Rocinantes, e… os moinhos de vento.
Moinhos são metáforas de mistério e de liberdade: Os deuses moem muito devagar, enquanto há quem leve água ao seu moinho, se bem que outros não façam farinha. Mas, quando me falam em moinhos, vem-me sempre à memória um nome: Menocchio.
2. Um Moleiro. Indomável opinador e mártir da liberdade foi Domenico Scandella, dito Menocchio (n. 1532), cuja saga seria contada e escalpelizada pelo historiador Carlo Ginzburg no seu já clássico O Queijo e os vermes (Il formaggio e i vermi), publicado em Turim pela Einaudi há precisamente trinta anos."(..)

TEXTO COMPLETO DA ESTREIA DO PROF. PAULO FERREIRA DA CUNHA NO PRIMEIRO DE JANEIRO

E o Cidadão?

.."O notário já há cerca de um ano que deixou de fazer parte da máquina burocrata e obsoleta do Estado. Ao contrário, as Conservatórias dos Registos continuam a fazer parte efectiva dessa máquina, com todos os defeitos que a caracterizam: instalações pouco modernas e funcionais; aplicações informáticas inadequadas que, em alguns casos raia o caos; tempos de espera elevados; atrasos de meses, em muitos casos, na feitura dos registos, ao ponto da mais recente conservatória de Lisboa ter aberto ao público já com atraso superior a dois meses (sublinhe-se que, em regra, a responsabilidade pelo mau funcionamento das repartições nem sequer é do dirigente do serviço e dos funcionários, que amiúde dão o seu melhor em situações adversas)."(..)
"Se é eventualmente inútil a dupla deslocação ao Notário e à Conservatória, conforme parece sustentar o Governo, então a solução coerente e óbvia só pode ser a de reduzir a necessidade da deslocação à Conservatória."

Excerto do Artigo de Opinião de Joaquim Barata Lopes, Presidente da APN, publicado no passado Sábado no Expresso

Depurando o Direito

"..o Tribunal Constitucional decide declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma constante do n.º 1 do artigo 1817.º do Código Civil, aplicável por força do artigo 1873.º do mesmo Código, na medida em que prevê, para a caducidade do direito de investigar a paternidade, um prazo de dois anos a partir da maioridade do investigante, por violação das disposições conjugadas dos artigos 16.º, n.º 1, 36.º, n.º 1, e 18.º, nº 2, da Constituição da República Portuguesa."

ACEDA À TOTALIDADE DO ACÓRDÃO

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Férias sem Férias

O Bastonário da Ordem dos Advogados propôs hoje que as férias judiciais de Verão coincidam com o período mais alargado (15 de Julho a 31 de Agosto) em que os magistrados e funcionários judiciais podem marcar as suas férias.
O Governo reduziu as férias judiciais de Verão de dois meses (16 de Julho a 14 de Setembro) para o período de 1 a 31 de Agosto, mas prevê que os magistrados e funcionários judiciais possam marcar as suas férias dentro do período de 15 a 31 de Agosto, por causa dos turnos nos tribunais.(..)

RETIRADO DO DE

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Niklas Luhmanns

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"Niklas Luhmann, nato nel 1927, è uno dei rappresentanti più autorevoli e originali del pensiero sociologico tedesco contemporaneo: egli è il più grande “teorico dei sistemi”. La sua produzione scientifica è imponente: si è occupato di sociologia generale, di sociologia del diritto, di teoria politica, di sociologia della religione, di semantica storica, di etica e di ecologia."