terça-feira, julho 25, 2006
Comunicados e Cognomes
Comunicado do Bastonário José Miguel Júdice - "o Reformador (D. José I)"
Comunicado do Conselho Superior da OA - "o Absolutista (D. Miguel)"
domingo, julho 23, 2006
Nobreza por Andas Tu?
Enquanto Cidadão, mas principalmente enquanto Advogado deste País, estou perplexo com a novela Ordem versus José Júdice. Perplexo porque esta narrativa tornou-se naquilo que nunca ninguém ousaria crer aquando da célebre entrevista de teor publicitário e ostensivamente jactante. Mas só isso. O que se seguiu depois ultrapassa a melhor ficção romanesca porquanto a Ordem amadora nestas lides actuais dum inescapável mediatismo castrador duma qualquer tentação tão portuguesa de afrouxamento punitivo começou por querer resolver isto ab inicio com uma bonomia tão previsível enquanto estamos em Portugal, como suicida porque estamos já no século XXI e o acusado chama-se José Miguel Júdice que bem antecipou em livro as prerrogativas dum Bastonário, as famigeradas bastonadas.Acresce a isto tudo, o espírito revanchista que paira no Largo S. Domingos e temos o caldo entornado. Desde apoiantes(?) a assistir a julgamentos, qual desafio desportivo, quer alegações coarctadas, quer apologias do formalismo justiceiro em desfavor da Verdade, quer discursos inflamados e grosseiros ostracizando as típicas urbanidades, cortesias e salamaleques. Perante esta desconstrução, será isto a floresta ou apenas raízes que se desactualizaram?
quarta-feira, julho 19, 2006
A Sociedade do (Des)conhecimento
Contactado pelo JN, o Ministério da Justiça enfatiza, porém, a sua própria estatística, segundo a qual o termo das férias judiciais no período de 15 a 30 de Julho originou, desde já, "um aumento de 490%" no número de diligências. Isto comparando um período de 2005, em que corriam somente os processos designados como urgentes, e o actual período em curso, no qual deveriam correr todos os processos como em todo o ano judicial.
"O número de diligências marcadas para o período de antigas férias judiciais, ou seja os períodos de 15-31 de Julho e 1-15 de Setembro são este ano, 6.480, quando no ano passado tinham sido 1.323", refere a assessoria de imprensa do ministro da Justiça. Na qual também reconhece que a redução drástica do número de diligências se deve à circunstância de os últimos 15 dias de Julho serem um período em que "já é legalmente permitido o gozo de férias pelos magistrados".
Ora, a estatística governamental é caricaturada pelos próprios juízes. Porque compara o "incomparável". "É o mesmo que comparar a noite com o dia, ou o preto com o branco", ironiza António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses. "Neste período, no ano passado, só andavam os processos urgentes. Agora, teoricamente, correm todos", sustenta.
O líder sindical dos magistrados judiciais concede, no entanto, que possa haver mais julgamentos e diligências nos casos de "tribunal singular", em que o juiz não depende da presença de colegas, tal como acontece nos tribunais colectivos. Aliás, o mesmo diz António Cluny, do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público. Que está em condições de garantir que a diminuição de produtividade nos tribunais verifica-se "de 1 de Julho a 30 de Setembro". "É evidente que nos tribunais singulares há menos dificuldade de conciliação", reconhece Cluny.
Ainda que as contas da produtividade na Justiça só possam ser feitas no final do ano, António Martins censura o estudo em que se apoiou o Governo para alterar o sistema de férias. "Não tem base científica", argumenta, apelando ao debate em torno das férias judiciais com o ministro Alberto Costa.
"O que é importante é discutir se o serviço de Justiça tem ou não especificidades, tal como acontece, por exemplo, com a escola, em que os professores têm férias em momentos próprios. Podemos até chegar à conclusão de que é melhor os tribunais estarem abertos todo o ano e que não devem ter períodos obrigatórios para férias. Seria bom discutir com que sistema de férias se consegue efectivos ganhos de produtividade. Não acreditamos em números mágicos de 10% deste sistema", argumenta o juiz-sindicalista." do JN ONLINE
terça-feira, julho 18, 2006
Terêncio Revisitado ou Desvirtuado?
"A justiça inflexível é frequentemente a maior das injustiças" de TerêncioDa Mediatizada Análise
O novo formato das férias judiciais, a designação do novo Procurador - Geral da República, o registo de actos praticados pelos advogados, e outras medidas tomadas ou projectadas pelo governo na área da justiça, são temas a desenvolver pelo Bastonário Rogério Alves num encontro com a Imprensa, a realizar na próxima 4ª feira, dia 19, pelas 15 horas, na sede da Ordem dos Advogados.Este encontro realiza-se numa altura em que decorreram cerca de 18 meses sobre a eleição do Bastonário e da sua equipa. Por isso Rogério Alves irá aproveitar a oportunidade para fazer um balanço sobre a actividade respectiva.
Serão comentadas as opções governativas mais relevantes, nomeadamente a desformalização, a utilização da informática e as reformas em curso na área da acção executiva, processo penal, entre outras.
Propostas Positivas da ASJP
Estas sugestões, que anunciam uma revolução no sector, são um contributo da Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) para a alteração da lei 16/98 de 8 de Abril, que regula o CEJ - cujo debate público foi iniciado em Maio pelo Ministério da Justiça (MJ).
Numa altura em que até os taxistas são obrigados a possuir um Certificado de Aptidão Profissional, destaca-se a proposta de obrigar os candidatos à magistratura a submeterem-se a exames psicológicos de selecção, à semelhança do que acontece na carreira diplomática. Actualmente, para além de testes de Direito, os candidatos apenas são submetidos a uma entrevista.
"O elevado grau de exigência e responsabilidade inerentes ao exercício das magistraturas e a cada vez maior exposição pública dos magistrados enquanto titulares dos órgãos constitucionais que administram a justiça em nome do povo - em condições, muitas vezes, difíceis - tornam cada vez mais justificada uma efectiva e prévia avaliação das capacidades e das características da personalidade dos futuros magistrados", diz a ASJP.
Quando também se debate a necessidade de os magistrados terem formação além do direito, a proposta da ASJP é, neste campo, bastante conservadora, sem arriscar grandes alterações. Em Itália, por exemplo, exige-se um diploma universitário de especialização subsequente à licenciatura em Direito. Esses cursos, que podem ser de Economia, Psicologia, Ciências Criminais, ou outros, duram dois anos - em resposta à também maior especialização do crime.
No entanto, a ASJP propõe que os estudantes possam candidatar--se ao CEJ logo a seguir à conclusão da licenciatura, advogando o alargamento do tempo de formação de três para quatro anos - na senda, aliás, do que também defende o MJ. O actual regime, em vigor desde 1999, prevê a espera de dois anos com vista ao amadurecimento dos candidatos. Acontecia, porém, que os consultórios dos advogados iam arrecadando os melhores a troco de boas remunerações. O anterior director do CEJ, Mário Mendes, já alertara em 2004 para a diminuição da qualidade dos candidatos à magistratura.
A ASJP propõe que se acabe com aquele interregno, assim como com a obrigatoriedade de ser deixada para o fim da formação a opção por uma das magistraturas - a judicial ou a do Ministério Público (MP). Sugere-se a escolha logo no início, devendo os alunos receber aulas em separado. Evita--se, assim, a tendência de o MP apenas absorver os que chegam ao fim do curso com notas mais baixas." do DN ONLINE
sexta-feira, julho 14, 2006
As Revistas Revistadas
Foi publicado hoje, na II Série do Diário da República um parecer da Procuradoria-Geral da República atinente ao exercício da Advocacia, no que observa à revista dos nossos colegas efectuada nos Estabelecimentos Prisionais e que tem suscitado dúvidas acerca da sua legitimidade e metodologia utilizada.PARECER 49/2003 da PGR
Para que o elemento essencial à administração da Justiça - palavras da CRP - não vire o boi na linha.
domingo, julho 02, 2006
Montesquieu Revolvido
Em causa está a entrada em vigor do novo Código do Contencioso Administrativo, a 1 de Janeiro de 2004. Os portugueses, de repente, ficaram com o acesso facilitado a uma "arma" capaz de paralisar a administração pública. Ao interporem uma providência cautelar, com o objectivo de suspender a eficácia de uma decisão, obrigam os tribunais a avaliar as medidas da administração, central ou local. Em última análise, cabe aos juízes deliberar se um determinado acto político pode ou não ser executado. Uns temem o risco de um "governo de juízes". Receio por outros considerado "mera falácia". O debate está lançado.
Enquadra-se aqui, por exemplo, a construção do túnel do Marquês de Pombal, em Lisboa. A providência cautelar que visou impugnar a obra provocou um prejuízo de quase quatro milhões de euros - sem que o objectivo fosse alcançado. A mesma diligência contra a construção da nova sede da Polícia Judiciária, em Caxias, causou prejuízos ao Ministério da Justiça ainda por contabilizar. O montante, ao que o DN apurou, poderá rondar os 15 milhões de euros. Os avultados prejuízos materiais tornaram estes dois casos emblemáticos. Mas, actualmente, as autarquias confrontam-se com centenas de situações semelhantes. Em 2004, os tribunais administrativos receberam 965 procedimentos cautelares. No ano passado receberam 1035.
Com menor impacto financeiro, mas enquadrado na mesma problemática, assistiu-se também ao chamado caso do barco do aborto. Em Agosto de 2004, o Governo impediu a entrada em águas territoriais portuguesas do barco da organização Women on Waves. Várias associações pró-aborto interpuseram no tribunal uma providência cautelar para suspender a decisão. Terá havido, em todos estes casos, mistura de poderes?
O ministro da Saúde, Correia de Campos, indignado com a decisão do Tribunal de Penafiel de suspender o fecho da maternidade de Santo Tirso (entretanto concretizado), também em resultado de uma providência cautelar, apelou ao princípio da separação de poderes entre Governo e tribunais.
De facto, "tal como as regras estão consagradas, há o risco de se violar o princípio da separação de poderes - colocando os tribunais a desenvolver tarefas que são materialmente administrativas ou político-administrativas", afirma Paulo Rangel, constitucionalista e deputado do PSD.(...)
O recurso às providências cautelares tem aumentado exponencialmente. "Em determinados tribunais, nomeadamente dos centros urbanos, a entrada de providências cautelares tem sido tal que outros processos, designadamente as acções administrativas especiais, que representam cerca de 50% do total de processos, ficaram praticamente parados."
A queixa é do presidente do STA. "Em nome da plenitude da tutela, torna-se necessário refrear", afirma Santos Serra. E avisa: "Importa resistir, com determinação, ao impulso de trivialização deste tipo de processos." Quanto ao perigo de os juízes poderem "favorecer de forma desproporcionada e injustificada" os requerentes de providências cautelares administrativas, Santos Serra adverte: "Nada se deve substituir ao bom senso e à ponderação, exigindo-se a autocontenção dos juízes mais voluntariosos, sempre sujeitos ao risco de precipitação na consideração dos vários interesses em conflito."(...)
Mas há quem refute a possibilidade de os poderes se misturarem. "Em Portugal, os tribunais administrativos não controlam o mérito das decisões administrativas. Por isso, não há nenhum perigo de politização. Os juízes só apreciam se a decisão é ou não legal. O controlo do mérito não existe em Portugal." A explicação é de Vasco Pereira da Silva, especialista em direito administrativo e um dos "pais" do novo Código do Contencioso Administrativo.
Para Mário Aroso de Almeida - também "pai" daquele diploma - "o argumento da obstaculização da actuação política do Governo é uma enorme falácia". O professor da Universidade Católica do Porto adverte: "O que não se pode é, a pretexto de pretender evitar que possam ocorrer situações pontuais de incorrecto exercício dos tribunais, defender a insindicabilidade judicial da actuação administrativa, designadamente no plano cautelar, o que seria pôr em causa os próprios fundamentos do Estado de direito."
Mas há quem discorde. "Todos os tribunais administrativos, desde a primeira instância até ao STA, podem introduzir um controlo político da actuação governativa camuflado por um controlo da legalidade", garante Adelaide Menezes Leitão, docente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Para Paulo Rangel, "o actual regime obriga os juízes a fazerem juízos de prognose - que, em muitos casos, são mais 'políticos' ou 'administrativos' do que jurisdicionais". E acrescenta: "Para não pegar no exemplo das maternidades, que está muito 'quente' e no qual houve recurso a instrumentos diversos que merecem uma avaliação caso a caso, basta lembrar a providência introduzida aquando do barco do aborto."
Rui Machete também não afasta o risco da politização da função jurisdicional. Para este antigo ministro da Justiça, o diploma é bom. Mas "exige uma maturidade democrática ainda não alcançada em Portugal". Por isso, aconselha aos juízes uma atitude de "contenção", refutando que se mexa na lei.
Mota Campos, antigo secretário de Estado da Justiça, do CDS/PP - e um dos promotores do novo Código -, reconhece o exagero de providencias cautelares entradas nos tribunais desde 1 de Janeiro de 2004. "Passou-se do oito ao oitenta." Em sua opinião, o STA terá, por acórdão, de "definir os critérios que justifiquem os deferimentos".
O Ministério da Justiça, questionado pelo DN, informou que a avaliação do novo Código está em debate público, admitindo a introdução de aperfeiçoamentos em 2007." RETIRADO DO DN ONLINE
domingo, junho 25, 2006
sábado, junho 24, 2006
Conferência - 30.06.2006
O Instituto da Conferência realiza no próximo dia 30 de Junho, pelas 21,30 horas, no Auditório do Museu Soares dos Reis, no Porto a conferência “As Novas Fonteiras do Direito” em que é Conferencista o Sr. Dr. José Narciso Cunha Rodrigues.
segunda-feira, junho 19, 2006
Os Abalos na Justiça
A Justiça, analisada de forma diplomata e apaziguante pelo Bastonário Rogério Alves revela-se um mapa de crises, conflitos entre actores, lutas de egos tudo perspectivado a partir da sua finura positiva, aliás se todos os agentes judiciários tivessem o seu bom senso, concerteza que os problemas seriam bem menores, contudo a realidade supera a ficção.ARTIGO DE OPINIÃO PUBLICADO NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO EXPRESSO
O Fim do Templo Fechado?
O acesso ao Diário da República (DR) electrónico passa a ser público e gratuito a partir de 1 de Julho, com possibilidade de impressão, arquivo e pesquisa de todos os documentos, segundo o Decreto-Lei n.º 116-C/2006 de 16 de Junho. Conferência "A Legislação do Trabalho nos Países de Língua Portuguesa"
Conferência - A Legislação doTrabalho nos Países de Língua Portuguesa - 22 de Junho
PROGRAMA:14h30 – Acolhimento dos Participantes
15h00 – Sessão de Abertura
Dr. Jorge Marques – Presidente da APG - Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos
INTERVENÇÕES
15H15 – Dr. Paulo Bárcia – Director do Escritório da OIT em Lisboa
15h30 – Prof. Dr. Jorge Bacelar Gouveia – Professor da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa
16h15 – Pausa Café
16h30 – Prof. Dr. José João Abrantes – Professor da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa
17h15 – Debate
DIA/HORA/LOCAL Lisboa, 22 de Junho 2006 (5ª feira) > Das 14h30 às 17h30 > Hotel Real Palácio na Rua Tomás Ribeiro, 115, Lisboa
VALORES DE INSCRIÇÃO
Sócios Efectivos e Colectivos - 80,00€ + 21% IVA = 96,80€
Não Sócios - 100,00€ + 21% IVA = 121,00€
A referida colectânea também poderá ser adquirida na Livraria da APG.
sexta-feira, junho 16, 2006
O Pós-Modernismo Jurídico
Pior, o fim da pedagogia jurídica com o terminar das prédicas supra-partes.
Apartir de Outubro todas as testemunhas de processos cíveis - como cobranças, indemnizações ou divórcios - poderão depor por escrito, desaparecendo a obrigatoriedade de se deslocarem ao tribunal. (...)
Esta novidade vem referida no Decreto-Lei n.º 108/2006, publicado a 8 de Junho no Diário da República, e insere-se num leque alargado de inovações na justiça cível. Destaca- -se o poder atribuído ao juiz de aplicar a vários processos uma mesma decisão - a que o novo diploma chama de "actos em massa". O magistrado vai poder, inclusive, julgar de imediato uma causa, após tomar conhecimento dos autos, à laia de processo sumário. Basta que concorde com as alegações de uma das partes em litígio, sem mais fundamentos.
Esta "revolução", por enquanto só aplicável às acções declarativas e aos procedimentos cautelares entrados a partir de 6 de Outubro de 2006, estará em vigor de forma experimental nos próximos dois anos apenas nos tribunais de maior movimento - que o Ministério da Justiça (MJ) ainda vai indicar. Os litigantes que apresentem acções judiciais em conjunto vão usufruir de benefícios nas custas judiciais. (...)
À luz do diploma, os juízes serão mais do que julgadores. Serão também gestores do processos. Poderão, nomeadamente, agregar vários casos e tomar uma só decisão que a todos afecte. Poderão, depois, voltar a separá-los e decidir distintamente sobre cada um. Este princípio é também aplicável a processos distribuídos por diversos juízes. Caberá à secretaria informar sobre quais podem ser agregados. Esta diligência deverá realizar-se a pedido das partes ou por iniciativa de um magistrado. O juiz passa, portanto, a poder praticar "actos em massa", bastando que exista um elemento de conexão entre as acções. O novo diploma "mitiga" também o formalismo. "Se as regras não se ajustarem ao fim do processo, o juiz pode deixar de praticar um determinado acto ou substituir esse acto por outro mais apropriado", explicou o MJ. Ou seja, são as regras para o processo e não o contrário.
Outra das inovações tem a ver com as sentenças. As decisões passam a ser genéricas, em vez de textos carregados de fundamentos de direito. O juiz só terá de anunciar o vencedor da causa, informando, se quiser, que concorda com os argumentos que o mesmo apresentou.
Esta tarefa será mais facilitada se as partes apresentarem a acção em conjunto, com os factos identificados, litigiosos ou não, e com posições de direito já assumidas. Nestes casos, o juiz poderá decidir imediatamente a causa.(...)
segunda-feira, junho 12, 2006
O Livre Advogar, Profissão em Risco
Mais do que criticar a atitude da Ordem, o acórdão do Tribunal de Miranda do Douro, arrasa o procedimento da Justiça que deveria atempadamente ter travado o processo."Mal andam pois os tribunais quando aqueles que primordialmente se encontram investidos na função de colaboradores da Justiça se limitam a verter, de forma acrítica , factualidade em despachos de acusação, sujeitando os arguidos infundadamente a julgamento", considera o acórdão."
FONTE: JN ONLINE
quarta-feira, maio 31, 2006
Lex Lecture
Regulamento de Inscrição de Juristas de Reconhecido Mérito, Mestres e Doutores em Direito, para a Prática de Actos de Consulta Jurídica
Contratos Financeiros à Distância
Lei Quadro da Política Criminal - Lei 17/2006Programa Legislar Melhor - Resolução nº63/2006
Hasta cuándo? "Aponta-se, com acerto, à falta de meios materiais e humanos nos Tribunais - tendo em conta os arquétipos do sistema judicial implementado -.(..) Jorge Langweg in Blog Oficial da Lista B
PARECER DO CONSELHO DISTRITAL DO PORTO DA OA "sobre incompatibilidade do exercício da advocacia com o cargo, funções e actividades de vereador de Câmara Municipal e declarações de voto emitidas."
terça-feira, maio 30, 2006
Penal Pós-Moderno
Outra das mudanças diz respeito à possibilidade de um tribunal português aplicar lei estrangeira, no caso dos crimes terem sido cometidos por cidadãos portugueses em território estrangeiro e em que a lei desse país lhes é mais favorável.(a sociedade relativista importada)
O crime continuado deixa de poder ser aplicado quando os bens jurídicos afectados são claramente pessoais e as acções dirigidas contra várias pessoas. Por outro lado, o novo código prevê a punição de pessoas colectivas (empresas ou associações) quando estejam em causa crimes como poluição, tráfico de pessoas, tráfico de influência, maus-tratos, de entre um catálogo de cerca de 40 crimes.
Para além das penas alternativas à prisão, como a vigilância electrónica ou a suspensão da actividade profissional, Rui Pereira falou ainda da introdução de novos crimes, como as relações sexuais pagas com menores até aos 18 anos, a posse da pornografia, o alargamento do conceito de violação e a importunação sexual, crime dirigido ao exibicionismo ou ao apalpão."(os falsos puritanismos)
Fonte: JN ONLINE
domingo, maio 28, 2006
N - Lex
Site Experimental
domingo, maio 14, 2006
A Lusofonia Laboral

Quem quiser adquirir o livro directamente pela Internet pode fazê-lo através do site da Coimbra Editora em www.coimbraeditora.pt ."
quinta-feira, maio 11, 2006
Uma Pedrada no Charco?
Segundo o acórdão do TC, os sete dirigentes do PS e do PSD foram multados, cada um, no valor de 2.339,40 euros(correspondente a sete salários mínimos nacionais), devido a várias irregularidades, como a falta de uma contabilidade a abranger todas as estruturas partidárias e ainda por insuficiências de organização e inventário do património dos partidos."
FONTE: PRIMEIRO DE JANEIRO
A responsabilização dos agentes políticos é dos assuntos que mais devemos reforçar no futuro porque é a decência da democracia que está em jogo e é de conhecimento geral que são zonas nebulosas da actuação pública, portanto mesmo que seja pelo simbolismo, que seja frondosa a implementar correcções nessa participação.
quarta-feira, maio 10, 2006
Jornadas Europeias do Notariado
O Notariado do Séc. XXI – Desafios da Modernidade
11 Maio 2006 - Pavilhão de Portugal, Parque das Nações
Programa
9h30 Sessão de Abertura
Presidida pelo Ministro da Justiça, Dr. Alberto Costa
10h00 Branqueamento de Capitais
Dr. António Vitorino. Ex-Comissário Europeu da Justiça
10h20 A intervenção do Notário na luta contra o Branqueamento de Capitais e a
Fraude Fiscal
Me. Jacques Delvaux. Presidente da Conferência dos Notariados da União Europeia
- CNUE
10h40 A mais valia da actividade notarial na Nova Europa
D. Juan Bolás Alfonso. Notário. Ex-Presidente do Consejo General del Notariado.
11h00 Pausa para café
11h15 “A intervenção do Notário é uma vantagem para o cidadão e para as
empresas”
Prof. Christian Helmenstein. Economista, Institute for Advanced Studies (IHS),
Viena. Licenciado em Economia e Gestão pela Universidade de Colónia. Doutorado
pela Ruhr-University Bochum
11h35 Controlo da Legalidade e Segurança Jurídica
- Me. Paolo Piccoli. Presidente do Consiglio Nazionale del
Notariato
- Me. Roberto Barone. Notário em Itália e Conselheiro Nacional
para as Relações Internacionais
12h05 O papel das Novas Tecnologias na Autenticação
Me. Bernard Reynis. Vice-presidente do Conseil Supérieur du
Notariat
13h00 Almoço
15h00 O Notariado Português numa Sociedade Moderna. Serviço Público, Controlo da
Legalidade e utilização das Novas Tecnologias.
D. Francisco Javier García Más. Representante da Direcção Geral
dos Registos e do Notariado do Ministério da Justiça de Espanha.
15h20 O papel do Notário na prevenção da criminalidade
Dr. António Ventinhas. Representante do Sindicato dos Magistrados
do Ministério Público
15h40 As Novas Tecnologias – Assinatura Digital
- Dr. Pedro Dias. Advogado, Uría Menéndez
- Dr. Luís Cabrita. Presidente da Prológica
16h10 A intervenção do Notário como uma mais valia no combate à Fraude e à
Evasão Fiscal
Dra. Maria Angelina Silva. Subdirectora Geral da DGCI, Área dos
Impostos sobre o Património
16h30 Pausa para café
16h40 A importância do Documento Autêntico na transmissão e constituição dos
Direitos Reais. Controlo da Legalidade.
- Mestre Mónica Jardim. Faculdade de Direito da Universidade de
Coimbra
- Prof. Doutor José González. Faculdade de Direito da Universidade
Lusíada
17h10 Sessão de Encerramento
Dr. Joaquim Barata Lopes. Bastonário da Ordem dos Notários
segunda-feira, maio 08, 2006
Quem nos Medeia Disto?
O ministro participou num seminário em Lisboa que encetou um debate que o governo quer ver concluído até ao final deste ano. À semelhança do que acontece noutros países da Europa, Alberto Costa defende que profissionais de diferentes àreas possam vir a ter acesso à magistratura. Por exemplo, economistas ou sociólogos poderão receber formação adequada, tornando-se depois juízes ou magistrados do Ministério Público. A ideia avançada pelo governo pretende dar início à discussão pública sobre a reforma do acesso à magistratura. A própria directora do Centro de Estudos Judiciários defende que, perante a conflituosidade social, a formação dos magistrados deve ser mais abrangente. O Governo acredita que até ao final do ano terá pronta uma proposta legislativa."
RETIRADO DA SIC ONLINE
"Formação adequada" transformará simples cidadãos em juízes tecnicamente abonados para a investidura das funções judiciais? Perdão, mas é brincadeira de 1 de Abril? Só pode. Já agora acabe-se com o martírio do curso de Direito, transforme-se os códigos adjectivos numa súmula única ensinada na primária e adiante o fim da justiça pública.
As Fitas Regradas
O CINEMA E A JUSTIÇA
Festival de Cinema no Porto – 5 de Maio a 1 de Junho de 2006
A Associação Jurídica do Porto (AJP) vai promover, de 5 de Maio a 1 de Junho, um festival de cinema de forma a permitir e potenciar a discussão pública do conteúdo de filmes com especial relevância social e jurídica. A iniciativa visa proporcionar aos seus intervenientes vários olhares cruzados sobre temas que dizem respeito a todas as pessoas , independentemente da sua ligação ao direito. Nessa medida o modelo passa pela escolha de filmes com reconhecida valia cinematográfica, que depois irão ser analisados num pequeno texto (entre 15 a 20 páginas) por quatro especialistas de áreas distintas: um cinéfilo, um jurista, e dois especialistas de ciências sociais relacionadas com essa temática. Esses textos serão posteriormente publicados em livro, editado pela Coimbra Editora, intitulado “A Justiça no Cinema”, antecedidos de uma sinopse do argumento, ficha técnica do filme e cópia do respectivo cartaz.
Assim, a AJP tem a honra de convidar V. Exa. para assistir aos filmes e para participar no debate das questões associadas.
A exibição dos filmes terá lugar, na Sala Bebé do Cinema Batalha, sempre às 19h30, com intervalo p/ jantar no local e será seguida de um debate pelas 22h00, com os convidados e aberto à intervenção do público.
Programa:
05Maio06 Vontade Indómita
Debate: Guilherme Figueiredo (cinéfilo) Vasco Morais Soares (arquitecto); Ricardo Pimenta (arquitecto), Manuel Pina (Jornalista)
11Maio06 Match Point
Debate: Paula Faria (Professora universitária), Roma Torres (Psiquiatra), Almeida Pereira (Procurador da República) Gil Carvalho (coordenador PJ), Jorge Velhote (escritor)
18Maio06 Mar Adentro
Debate: Luísa Neto (professora universitária); Lauro António (cineasta); Bento Amaral (enólogo); Laurinda Alves (jornalista); Padre Vasco (companhia de Jesus), Daniel Serrão (médico e professor universitário).
25Maio06 O Júri
Debate: Cristina Xavier da Fonseca (magistrada judicial) Cristina Queirós (professora universitária), Teixeira Lopes (sociólogo), José Carlos Oliveira (cineasta)
1Junho06 Relatório Minoritário
Debate: José Meirinhos (filósofo); Carlos Melo Ferreira (professor); Mouraz Lopes (magistrado judicial), Maia da Costa (Procurador Geral Adjunto)
Mais se informa que os bilhetes se encontram à venda no local, sendo:
- Geral = 3 euros
- Associados da AJP e do Cineclube do Porto e estudantes = 2 euros
terça-feira, maio 02, 2006
Semana do Comércio Electrónico
Este Seminário resulta de uma parceria com a Área Científica de Direito do Instituto Politécnico de Beja http://www.estig.ipbeja.pt/~ac_direito/ e conta com a colaboração da Rede europeia LEFIS - LEgal Framework for the Information Society http://www.lefis.org e da ANDCE Asociación Andaluza de Comercio Electrónico http://www.andce.es/.
Adicionalmente, o Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Advogados atribuiu 60 u.c. aos participantes neste evento.
domingo, abril 23, 2006
Os Pirómanos na Floresta "Negra" da Justiça Portuguesa
Atendendo à área ardida na Justiça, desde que este Ministro é Ministro, não se vislumbra outra solução ao PM, que de bombeiro não tem conhecido perfil político, a não ser reformular a Floresta, recorrendo a um novo rumo.
Por melhor que queira ser, se se faz mal para o fazer e se esse mal é muito, o bem será sempre pouco para ser amenizante.. Confusos? Analisem a Justiça Portuguesa e vislumbrem que desde férias pouco estudadas, até a currículos com selecções macaenses na penumbra, passando por sacralizações do judiciário até à sua milagrosa ausência de erro, tudo é possivel nesta parafernália de heróis lusitanos.
Quando dois pratos da balança se desiquilibram mutuamente, que poderão fazer os singelos fiéis? Virar costas ou substituir os pesos?
sábado, abril 22, 2006
Conferência Internacional sobre a Constituição
10 horas – Sessão de abertura