sábado, abril 21, 2007

Loja Jurídica Chumbada

2 comentários:

Anónimo disse...

Sim, é verdade, o Bastonário assume que a Ordem não foi consultada!
E então? QuaL o efeito dessa declaração??
A loja continua a laborar, continua aberta para quem queira ver, entrar, consultar etc...
Não vejo qualquer intenção da Ordem em accionar um mecanismo que evite a mercantilização da advocacia!!!
Cada vez mais a profissão se encontra entregue aos mesmos e a funcionar para os mesmos, o que é desvantajosos, já para não dizer vergonhoso, para a classe!!
Mais, se a loja funciona, muitos colegas poderão estar a pensar é na abertura da sua própria loja, uma vez que as consequências por uma abertura de loja jurídica são nulas!!

João C. Loja disse...

E porque não as lojas jurídicas ? Porque é que a prática da advocacia há-de estar cristalizada no tempo, tendo de um lado os paladinos ferozes das éticas e quejandos lutando contra moinhos de ventos, enquanto os vendilhões do templo, a maior parte das vezes associados naquilo a que um saudoso advogado do Funchal chamou de "cash&carry" da advocacia levam tudo o que há de melhor prestando, as mais das vezes, um serviço péssimo aos clientes médios ou pequenos? Mais vale assumirmos de vez a democratização e vulgarização da prestação dos serviços jurídicos, pugnando para que, mesmo nessa forma, tenham qualidade e cumpram regras básicas...
A alternativa, meus caros, é sermos, cada vez mais, os advogados presumidos a quem ninguém recorre e que, à falta de melhor, vão animando com debates esotéricos, as assembleias do clube recreativo do bairro.